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Estudantes se preparam para a Medicina da URI

Da economia nos gastos ao retorno social, vestibulandos vislumbram as possibilidades que o novo curso trará para Erechim e região

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Estudantes se preparam para a Medicina da URI
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Por Najaska Martins - najaska@jornalbomdia.com.br
Foto Najaska Martins

Da economia nos gastos ao retorno social, vestibulandos vislumbram as possibilidades que o novo curso trará para Erechim e região

Embora ainda não tenha data definida para seu primeiro processo seletivo, o curso de Medicina na URI tem motivado intensa dedicação para um grupo de estudantes de Erechim. Matriculados em um cursinho pré-vestibular, Jordana Reche, de 19 anos; Lucas Bresolin, 17; Luisa Ferrari, 19, Luniê Fernandes, 28; e Bruno Dal Bianco, 21, veem na graduação a possibilidade mais próxima de se formar na carreira que sempre sonharam.

Desde que foi anunciado pela universidade, o curso também se tornou um alento às famílias dos estudantes que já vinham se preparando para a graduação, mas a princípio, pensando em outras cidades. “Vai facilitar muito, especialmente pelas condições financeiras, pois como nossos pais moram na cidade, é muito mais cômodo cursar aqui, já que temos nossa casa e evitamos gastos extras com moradia, e alimentação, por exemplo”, pontua Jordana, que salienta também a facilidade de estar perto dos familiares e amigos.

Antes de Erechim ter sido selecionado pelo MEC para receber o curso, as alternativas mais próximas que os estudantes encontravam era se deslocar para Passo Fundo ou Chapecó. Conforme Luniê, que já chegou a fazer parte da graduação na Argentina, a Medicina em Erechim representa um alívio aos pais. “Eles também sentem o peso que um curso desses têm na vida financeira da família. Sem contar que por ser integral não há possibilidade de o estudante ter uma renda e auxiliar com os custos”, completa a estudante, lembrando que a mensalidade mínima da graduação passa de R$ 5 mil.

Motivação pelo trabalho social

Certos da profissão que pretendem seguir, os jovens pensam também no trabalho social que a graduação permite. “Tenho várias pessoas na minha família com alguns problemas de saúde e até mesmo com algum tipo de deficiência. Cresci pensando em poder fazer algo para ajudá-los e também às outras pessoas que sofrem destes mesmos problemas. A Medicina é o que me daria esta possibilidade”, explica Jordana.

Bruno, por sua vez, chama atenção para o principal papel da graduação, que é formar para cuidar do outro. “O curso de Medicina se tornou elitizado e hoje a impressão que se tem em alguns casos é que o paciente é visto como produto e não como pessoa. Acho que a profissão tem que ser pensada de uma maneira diferente, partindo da ideia de que é preciso cuidar do paciente como se ele fosse da nossa família”, pondera.

Lucas, o caçula do grupo, começou o cursinho neste ano. Com médicos na família, diz não se imaginar em outra profissão. “Penso na Medicina desde o primeiro ano do ensino médio. Ajudar as pessoas e contribuir socialmente é uma perspectiva que me agrada muito”, pontua. Da mesma forma, Luisa também tem inspiração na família. “Minha irmã atua na área da saúde, pois é fisioterapeuta. Acompanhei a graduação dela e me interessei muito por esta área, tanto que acredito que não seria feliz em outra profissão”, ressalta.

Já Luniê, que chegou a fazer outros cursos na área de saúde, como técnico em Enfermagem, por exemplo, falou da importância de persistir no sonho, mesmo sendo o curso um dos mais concorridos do ensino superior. “Quero atuar aqui em Erechim e na região, reverter à comunidade o aprendizado que a graduação me trouxer”, destaca. A jovem salienta ainda que acompanhou todo o processo de tramitação da vinda do curso para Erechim. “De certa forma é uma motivação a mais saber que poderemos fazer a graduação na cidade em que moramos”, conclui.

Desenvolvimento da cidade

Os estudantes explicam que têm o desejo de buscar especializações em áreas como endocrinologia, pediatria, dermatologia e cirurgia plástica e ressaltam a expectativa de atuar em Erechim. “Acreditamos que o curso desenvolverá muito a cidade, pois fomentará que mais profissionais atuem na saúde e preencham a lacuna de especialistas que Erechim tem diversas áreas”, destaca Jordana. “No futuro poderemos ter aqui na cidade um centro fortalecido na saúde”, completa Luisa.

Bruno chama atenção ainda ao fato de que o vestibular, conforme foi adiantado pela URI, seja realizado por meio de nota do Enem e redação presencial. “Isso facilita para que os estudantes que concorram às vagas sejam da região e não de lugares tão distantes, pois a proposta do curso é justamente formar profissionais que sejam próximos e que possam permanecer na região depois de formados”, pondera.

O curso

A confirmação da oferta do curso de Medicina na URI em Erechim foi em setembro deste ano. No último mês a universidade entregou ao Ministério da Educação a garantia de execução dos cursos. Os próximos encaminhamentos são relacionados ao processo seletivo e a expectativa é de que o primeiro vestibular, com 55 vagas, seja em março de 2017.

Todo o processo para a vinda do curso ao município completou em 2016 cinco anos. O investimento para a oferta da graduação é de aproximadamente R$ 5 milhões. Para sua realização, além dos laboratórios da universidade serão utilizadas as estruturas de saúde pública de Erechim, Getúlio Vargas e Nonoai, através de seus hospitais e unidades básicas de saúde.

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