Celebrado em 5 de junho, o Dia Mundial do Meio Ambiente é uma das principais datas do calendário ambiental internacional. Instituído pela Organização das Nações Unidas em 1972, durante a Conferência de Estocolmo, o momento vai além da conscientização: ele serve como um chamado global para ações práticas em defesa dos recursos naturais e da qualidade de vida no planeta.
A cada ano, o tema central busca direcionar esforços para desafios específicos — como mudanças climáticas, poluição plástica, biodiversidade ou escassez hídrica. Independentemente do foco, o objetivo permanece o mesmo: mobilizar governos, empresas e cidadãos para transformar preocupação em atitude.
No Brasil, um país que concentra cerca de 12% da água doce superficial do mundo, segundo dados da Agência Nacional de Águas, a data ganha ainda mais relevância. Apesar da abundância hídrica, o desperdício, a poluição e a má gestão ainda representam desafios significativos. Estima-se que aproximadamente 40% da água tratada no país se perca antes de chegar ao consumidor final, evidenciando a necessidade de investimentos em infraestrutura e conscientização.
Bacias hidrográficas no RS
No Rio Grande do Sul, o cenário reflete tanto avanços quanto alertas. O estado possui importantes bacias hidrográficas e um histórico de gestão de recursos naturais, mas também enfrenta episódios recorrentes de estiagem e eventos climáticos extremos. Dados recentes indicam que municípios gaúchos já vivenciam períodos de escassez mais frequentes, impactando diretamente a agricultura, o abastecimento urbano e a economia regional.
Em cidades do norte do estado, como Erechim, a pauta ambiental se conecta diretamente com o cotidiano da população. O consumo consciente de água, o descarte adequado de resíduos e a preservação de áreas verdes são ações que, embora simples, têm impacto direto na qualidade de vida local. Iniciativas de educação ambiental em escolas, campanhas de uso racional da água e projetos de recuperação de nascentes vêm ganhando espaço, reforçando o papel da comunidade na construção de um futuro mais sustentável.
Corsan amplia ações
Nesse contexto, empresas públicas e privadas desempenham papel estratégico. A Corsan, por exemplo, tem ampliado investimentos em saneamento básico, tratamento de água e campanhas educativas, buscando reduzir perdas e promover o uso responsável dos recursos hídricos. A atuação integrada entre instituições e sociedade civil é considerada essencial para alcançar resultados consistentes.
Pequenas mudanças
Além das ações institucionais, o Dia Mundial do Meio Ambiente também destaca a importância das escolhas individuais. Pequenas mudanças de comportamento podem gerar impactos significativos quando adotadas em larga escala. Entre as práticas recomendadas estão:
- Redução do consumo de água em atividades diárias
- Reutilização sempre que possível
- Separação correta de resíduos para reciclagem
- Consumo consciente de energia
- Valorização de produtos e empresas com compromisso ambiental
Educação ambiental
Outro ponto central é a educação ambiental contínua. Especialistas destacam que a formação de uma consciência ecológica deve começar desde cedo, nas escolas, e se estender por toda a vida, criando uma cultura de responsabilidade coletiva.
Em um cenário global marcado por desafios como o aquecimento do planeta e a crescente demanda por recursos naturais, o Dia Mundial do Meio Ambiente surge como um marco de reflexão e ação. Mais do que uma data simbólica, ele representa uma oportunidade de alinhar discurso e prática, transformando intenções em resultados concretos.
Para regiões como o norte gaúcho, onde desenvolvimento e preservação caminham lado a lado, o engajamento coletivo será decisivo. Afinal, garantir água de qualidade, preservar o meio ambiente e construir cidades mais sustentáveis não é apenas uma responsabilidade institucional — é um compromisso de todos.
Cuidar do meio ambiente é cuidar de todas as formas de vida. Cada árvore preservada, plantada, cada resíduo, lixo, separado em casa e reciclado, cada litro de água economizado, cada ação consciente, são ações que se unem para contribuir para uma cidade mais equilibrada, saudável e sustentável.
Erechim como exemplo
A Prefeitura de Erechim, por meio da Secretaria de Meio Ambiente, reforça que a preservação ambiental é responsabilidade de todos. É somente, juntos, poder público, empresas, comunidade e cidadãos podem fazer a diferença para o futuro das próximas gerações.
O secretário de Meio Ambiente, Cristiano Moreira, explica que Erechim tem várias iniciativas e programas práticos para preservação dos recursos naturais, e que convergem com o desenvolvimento social, econômico, e o bem-estar da população.
"Uma destas iniciativas é o Programa de Recuperação de Recursos Hídricos e Pagamento por Serviços Ambientais (PSA), reconhecido nacionalmente, e visa preservação da água, solo, florestas, biodiversidade. Já são mais de 600 hectares de vegetação protegidas, 120 nascentes, olhos d´água e banhados preservados, além de valorizar o produtor rural", afirma.
“Além disso temos as Unidades de Conservação, os nossos parques Longines e Arvoredo, importantes áreas de preservação, juntamente, com as praças e áreas verdes, são espaços fundamentais para tornar as cidades mais acolhedoras. Além dos benefícios ambientais, esses locais oferecem oportunidades de lazer, convivência e contato com a natureza, contribuem, diretamente, para o bem-estar da população", disse.
Coleta seletiva do lixo
Outra questão central é a coleta seletiva em toda cidade, os incentivos econômicos e materiais para as associações de recicladores incentivando a reciclagem e o reaproveitamento de resíduos sólidos no município. "Erechim está em 1o lugar no Rio Grande do Sul em limpeza urbana, considerando as cidades com mais de 100 mil habitantes, e 37a posição geral no Brasil, segundo o Índice de Sustentabilidade da Limpeza Urbana (ISLU) de 2025", ressalta a secretária adjunta, Carla Orso.
A secretária adjunta também enfatiza que a Educação Ambiental em escolas, empresas e comunidade é outra ação de Erechim para orientar, refletir, informar a população sobre a necessidade da reciclagem e de se redefinir a relação das pessoas com os recursos naturais, o ecossistema, e a preservação ambiental. Ela ressalta que a cartilha de Arborização Urbana é outro programa que regula e promove a manutenção, permanente, e o plantio de árvores no município.
O município iniciou um novo projeto de arborização urbana que vai implantar 25 novos bosques urbanos distribuídos em diferentes locais da cidade. Serão bosques formados por espécies nativas e frutíferas, como pés de pitangueiras e jabuticabeiras. Essa iniciativa vai ampliar as áreas veres de Erechim e proporcionar inúmeros benefícios para a população. As árvores filtram a poluição do ar, reduzem as doenças cardíacas e respiratórias, produzem sombra e aumentam a permeabilidade do solo, evitando enchentes, por exemplo.