21°C
Erechim,RS
Previsão completa
0°C
Erechim,RS
Previsão completa

Saúde

Cirrose pode provocar alterações no cérebro e levar pacientes ao coma

Acúmulo de toxinas no organismo causado por falhas no fígado está ligado a sintomas como confusão mental, perda de memória e mudanças de comportamento

teste
O fígado desempenha funções essenciais para o organismo, entre elas a filtragem de toxinas presentes
Por Assessoria de Comunicação
Foto Divulgação

O fígado desempenha funções essenciais para o organismo, entre elas a filtragem de toxinas presentes no sangue. Quando doenças hepáticas comprometem o funcionamento do órgão, substâncias que deveriam ser eliminadas passam a circular pelo corpo e podem atingir o cérebro, provocando alterações neurológicas. Esse quadro é chamado de encefalopatia hepática e representa uma das complicações mais importantes da cirrose.

A condição pode variar desde manifestações leves até situações graves, com risco de coma. Estudos apontam que a encefalopatia hepática se torna mais frequente conforme a doença no fígado avança, podendo atingir cerca de 40% dos pacientes com cirrose descompensada ao longo da evolução clínica.

Doença hepática é o principal fator de risco

A encefalopatia hepática costuma surgir em pessoas com doenças crônicas do fígado, como hepatite e cirrose. Enquanto a hepatite provoca inflamação no órgão, a cirrose causa cicatrizes permanentes que comprometem seu funcionamento. O quadro também pode ocorrer em casos de insuficiência hepática aguda, quando o fígado perde rapidamente suas funções. Nessas situações, toxinas como a amônia deixam de ser eliminadas e se acumulam no sangue, afetando o sistema nervoso central.

Além da doença hepática, fatores como infecções, sangramentos digestivos, desidratação, constipação intestinal, consumo de álcool e uso inadequado de sedativos podem desencadear ou agravar a encefalopatia hepática.

Sintomas podem ser confundidos com outras doenças

Os primeiros sinais da encefalopatia hepática costumam ser sutis e frequentemente passam despercebidos. Alterações de comportamento, dificuldade de concentração, esquecimentos e irritabilidade estão entre os sintomas iniciais mais comuns.

Com a evolução do quadro, podem surgir fala desconexa, lentidão de raciocínio, dificuldade para tarefas simples e importantes alterações cognitivas. Em muitos casos, os sintomas se confundem com doenças como depressão, transtorno bipolar, Alzheimer e até AVC.

Também podem ocorrer tremores involuntários e perda de coordenação motora. Nos casos mais graves, o paciente pode apresentar desorientação intensa, sonolência excessiva e evoluir para coma, especialmente quando o diagnóstico e o tratamento não acontecem precocemente.

Diagnóstico depende da avaliação clínica

O diagnóstico da encefalopatia hepática leva em conta o histórico do paciente, os sintomas, exames laboratoriais e avaliação neurológica, importante para diferenciar a condição de outras doenças.

O tratamento busca controlar os sintomas, corrigir fatores desencadeantes e evitar novos episódios, com medicamentos que reduzem a produção e a absorção de amônia no intestino. Quando não há melhora, outras causas para os sintomas neurológicos devem ser investigadas.

O acompanhamento médico contínuo é essencial, já que a doença pode voltar a ocorrer. Em casos avançados, o transplante hepático pode ser indicado.

Prevenção ajuda a evitar complicações

A prevenção da encefalopatia hepática em pacientes com cirrose inclui acompanhamento médico regular, controle da doença e abstinência de álcool.

Também é essencial tratar infecções precocemente e evitar fatores de descompensação, como desidratação, constipação e uso de medicamentos sem orientação.

A alimentação adequada e a manutenção da massa muscular ajudam na prevenção, enquanto familiares devem ficar atentos a alterações mentais para garantir atendimento rápido.

Leia também

Publicidade

Blog dos Colunistas

;