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Ensino

Questões sociais são foco de projetos de seminário no Mantovani

Alunos do ensino médio do colégio estadual apresentaram os trabalhos integrados com a sociedade

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Visitantes ficam encantados com mascote do projeto
Por Rosa Liberman - rosa@jornalbomdia.com.br
Foto Rosa Liberman

Projetos sociais ou relacionados com a melhoria da escola. Estes foram os temas definidos para os projetos da disciplina de Seminários Integrados, desenvolvida no Colégio Estadual Professor Mantovani, que possui em torno de 1,5 mil alunos. A atividade é desenvolvida durante todo ano, começando pela pesquisa cientifica e finalizando com a prática, que ocorreu nesta quarta-feira (9), para os estudantes do 2º ano.

Conforme Ana Paula Pereira da Silva, coordenadora do Seminário Integrado, o trabalho é realizado com cerca de 150 alunos do ensino médio de todos os anos. “Nosso trabalho é dividido em três momentos: o 1º ano apresenta o projeto, fazendo a pesquisa; 2º ano faz o projeto e apresenta para os demais com a prática e o 3º ano realiza a pesquisa e apresenta em forma de artigo”, explica.

Segundo ela, neste ano foi focado na questão social. “Deixamos os alunos escolherem os temas que deveriam estar ligados com a comunidade escolar ou em melhorias para a escola. E que eles tentaram interagir muito com a sociedade, na questão do preconceito, na questão ambiental, envolvendo a sociedade, comunidade escolar e melhorias estruturais. E quando se faz a prática, ir a campo, eles acabam aprendendo muito mais, sendo adultos mais ativos e conseguindo depois passar para outras pessoas, tendo crescimento pessoal na questão da cidadania”, diz.

Animais abandonados

As alunas Sulmaya Dias, Islen Zanchetta, Nicole de Farias e Ester Wernke apresentaram o projeto sobre animais abandonados, de ONGs erechinenses que trabalham em prol dos animais. “Nosso objetivo era conhecer o trabalho das ONGs, saber as principais dificuldades, esclarecer as dúvidas para a população sobre o trabalho voluntário social”, diz Sulmaya. Existem quatro ONGs em Erechim: Pro Cão, Mania Cães, a qual foi feita visitação, Bicho Vadio e SOS Animais, que também responderam um questionário.

“Todas adotamos animais. Existem muitos abandonados e nos preocupamos com eles. E queremos conscientizar a população, que é importante o adotar um animal, mas é preciso ter condições para cuidá-lo”, acrescenta.

Para a apresentação do projeto, uma das alunas trouxe seu cão, que foi adotado, o bolinha.

 

Resgatando brincadeiras

O projeto ‘Resgatando as brincadeiras de antigamente’, como amarelinha, dominó, pula corda, ovo choco, passa anel, visou fazer com que as crianças se desliguem um pouco do mundo virtual e passem a interagir entre si, trabalhando a coordenação motora. “Assim eles veem que essas brincadeiras têm importância no desenvolvimento da vida deles”, diz Nicoly de Albuquerque Krohn.

A aluna Tábatha Beche disse que também foi conversado com os pais e a maioria deles falou que sabe que as crianças passam muito tempo na internet, mas é difícil conciliar o tempo. Mas que estão se organizando e reservando um horário para brincar e interagir com as crianças.

 

Cor e música

Diferente dos demais, em que a exposição é em classes e lado a lado, este projeto é em uma sala, sentados, no escuro, com luzes piscando e ao som de uma música é feita a explicação. As alunas Rachel Bianchi, Tayna Ribeiro e Jennifer Aidel Moro explicam que no começo do ano, pensando em algo para interagir com as crianças, pintaram o muro perto de onde elas brincam, proporcionando um ambiente mais alegre. E também pensando em um ambiente diferenciado para a apresentação do projeto, onde as pessoas pudessem sentar e relaxar, tiveram a ideia da sala com o colchão. “Nosso objetivo é fazer com que o colégio fique mais atrativo. O nome do projeto é Sinestesia: o estudo da cor e da música. Sinestesia é um conjunto de sensações. E cor e música transferem emoção para a gente” diz Rachel.

 

Poluição sonora

A poluição sonora e o que o som do carro causa na audição das pessoas, como a perca parcial da audição e danos no cérebro foi o projeto apresentado pelos alunos Jullyer dos Santos e Everton Sobis.

Para fazer o trabalho eles foram nas turmas e fizeram um questionário e com gráficos observaram que quanto mais baixo o ano do ensino médio maior a tendência de ter problemas auditivos ou cerebrais no futuro. Também fizeram pesquisas bibliográficas e internet.

“Hoje em dia, muitos têm som no carro. Conforme o som aumenta, o tímpano regula o som que vai para o cérebro. Quanto mais alto, o som passa direto e há tendência de ocorrer AVC. Fizemos avaliação em três veículos e em todos foi acima de 81 decibéis, que é considerado o máximo que pode atingir e a partir daí pode ocorrer problemas auditivos, se estar exposto constantemente”, explicou Jullyer.

Segundo ele, o objetivo foi tentar conscientizar as pessoas que tem carro e quem fica próximo a baixar o volume, para não ficar exposto ao problema.

 

 

 

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