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Pesquisa identifica presença de 127 espécies de borboletas no Parque Natural Municipal Longines Malinowski

Levantamento desenvolvido pelo biólogo Samuel Zukowski indica relevância ecológica da área de conservação na preservação da biodiversidade e em meio ao contexto urbano

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Levantamento foi desenvolvido a partir de duas estratégias complementares: a coleta ativa, com uso d
Por Marina Oliveira
Foto Samuel Zukowski

O “efeito borboleta” é uma metáfora da Teoria do Caos que surge a partir de questionamento se “o bater das asas de uma borboleta no Brasil pode causar um tornado no Texas?”. Essa analogia quase poética é atribuída ao meteorologista Edward Lorenz e se trata de uma pergunta retórica, que ilustra as consequências de pequenos atos, aparentemente insignificantes, efetuados por indivíduos, mas que podem levar a perturbações ou caos futuramente.

As borboletas, insetos que, diferentemente da maioria, despertam simpatia e até mesmo admiração humana, não causam fenômenos climáticos extremos mas, ao contrário, podem ser eficientes indicadores de saúde e estabilidade do ambiente. 

Partindo do caráter sinalizador de equilíbrio ambiental das borboletas, o biólogo Samuel Zukowski, graduado neste ano pela UFFS campus Erechim, desenvolveu o trabalho de conclusão do curso em torno desses insetos, em investigação que estimou a composição de espécies de borboletas no Parque Natural Municipal Longines Malinowski, unidade de conservação localizada no centro de Erechim.

Para o desenvolvimento do estudo, Samuel fez a captura das borboletas no Parque, em coletas que ocorreram ao longo de seis meses, entre outubro de 2024 e março de 2025. As atividades foram concentradas em períodos mensais de dois a quatro dias consecutivos, totalizando 18 dias de amostragem, sempre entre 8h e 16h, faixa considerada de maior atividade desses insetos. 

A metodologia da pesquisa incluiu duas estratégias complementares: a coleta ativa, com uso de rede entomológica em trilhas e diferentes ambientes do parque, e a coleta passiva, por meio da instalação de 10 armadilhas com isca à base de caldo de cana e banana fermentada. Esses dispositivos foram posicionados a 1,5 metro do solo, distribuídos a cada 20 metros, em dois transectos de 100 metros, contemplando tanto áreas internas da mata quanto regiões de borda.

O levantamento de Samuel resultou na identificação de 127 espécies de borboletas, número que, conforme o pesquisador, permite caracterizar a diversidade desses insetos na área. Entre os registros, ele destaca que foi possível observar a ocorrência tanto de espécies associadas a ambientes mais preservados quanto daquelas adaptadas a áreas com interferência humana, aspecto que sinaliza, ao mesmo tempo, a importância ecológica do parque em meio ao contexto urbano e os impactos decorrentes da pressão antrópica.

Ainda conforme o biólogo, os dados obtidos na pesquisa compõem agora o conjunto de informações que podem contribuir para futuras ações de conservação, também ampliam o conhecimento sobre a fauna de borboletas na região Norte do Rio Grande do Sul. Além disso, o estudo evidencia a relevância das unidades de conservação ambiental, como o Parque Longines Malinowski, na preservação da biodiversidade.

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