Os servidores técnico-administrativos (TAEs) da Universidade Federal da Fronteira Sul – Campus Erechim estão em greve desde o dia 24 de outubro, aderindo ao movimento nacional em defesa de direitos como educação, saúde pública, previdência social, entre outros que estão ameaçados pela tramitação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº55/2016, que está em votação no Senado Federal.
A mobilização dos servidores técnico-administrativos da UFFS Campus Erechim está em consonância com outros movimentos que estão ocorrendo no país. Na UFFS, em cinco dos seis campi, os TAEs estão em greve. Além disso, nos campi de Chapecó, Laranjeiras do Sul e Realeza os alunos estão ocupando os prédios da Universidade. No Campus Erechim, estão ocorrendo debates dos docentes e acadêmicos em relação a possibilidade de adesão ao movimento.
Segundo a Coordenadora Geral do Sindicato dos TAES (SINDITAE), Ana Paula Modesto, neste momento o movimento não tem o intuito de pleitear reposição salarial. “Além da luta contra a aprovação da PEC 55/2016, estamos reivindicando o cumprimento de pontos do acordo de greve de 2015 que não estão sendo cumpridos pelo atual governo e impactam diretamente na carreira dos TAES”.
A aprovação desta PEC comprometerá os investimentos públicos por pelo menos 20 anos. Na prática, haverá um congelamento no orçamento, impactando diretamente na educação, saúde e outras áreas prioritárias que já vêm sofrendo cortes orçamentários nos últimos meses.
Para a educação pública superior, a PEC resultará em redução de recursos para bolsas de estudo e auxílios socioeconômicos, manutenção e ampliação de infraestrutura, aquisição de equipamentos, mobiliário e materiais, o que inviabiliza as atividades acadêmicas e administrativas.