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Esportes

Torcedor detido após suposto ato racista no Caldeirão do Galo, em Erechim

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Caso foi registrado quando equipes se preparavam para cobrança de pênaltis
Por Alan Delfin Dias
Foto Reprodução YouTube da CBFS

A partida entre JEC/Krona Futsal (Joinville) e Magnus pela semifinal da Supercopa de Futsal, na noite de sexta-feira (27), precisou ser paralisada por cerca de 10 minutos após ser registrado um suposto caso de racismo no ginásio Caldeirão do Galo.

As equipes haviam empatado no tempo normal e na prorrogação, e quando se preparavam para as cobranças de pênaltis, o goleiro Kleiton, do Joinville, relatou que foi chamado de “Vera Verão” (personagem criada e interpretada pelo ator e humorista Jorge Lafond, nos anos 1990) por um torcedor que estava nas escadas, atrás de um dos gols da quadra. A expressão foi considerada ofensiva e de cunho racista por ter sido feita em alusão à cor da pele do atleta.

A arbitragem acionou o protocolo antirracismo da FIFA e a partida foi imediatamente interrompida para apuração da denúncia feita pelo atleta. O indivíduo foi identificado por outros torcedores, retirado do ginásio pela polícia e encaminhado para a Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento.

Em seu site o JEC/Krona Futsal divulgou nota repudiando o ato do torcedor e disse que após o término da partida, Kleyton, acompanhado do preparador de goleiros Ney Lopes e do goleiro Matheus, dirigiu-se ao batalhão da Polícia Militar de Erechim para registrar boletim de ocorrência contra o responsável pelas agressões.

O Atlântico também publicou nota oficial sobre o caso. Confira na íntegra:

“O CER Atlântico vem a público manifestar seu mais absoluto repúdio ao ato de injuria discriminatória praticado por um torcedor durante partida realizada na noite de 27 de fevereiro de 2026, válida pela semifinal da Supercopa de Futsal, no Ginásio Caldeirão do Galo.

Trata-se de uma conduta inadmissível, que fere não apenas o goleiro Kayke, do Joinville, e a equipe atingida, mas também os valores do esporte, do respeito, da igualdade e da dignidade humana — princípios que norteiam a história centenária do CER Atlântico e de sua torcida.

Informa que todas as providências cabíveis foram tomadas de forma imediata, com a devida identificação do responsável e o encaminhamento do caso às autoridades competentes, para que sejam adotadas as medidas legais necessárias. O Clube prestou total atendimento ao atleta, o acompanhando, assim como a delegação do Joinville, a Delegacia de Polícia Civil para o registro do fato.

O CER Atlântico reafirma que não compactua, não tolera e jamais será conivente com qualquer forma de discriminação, dentro ou fora de suas dependências. O Clube tem adotado há anos protocolos antirracismo e qualquer forma de preconceito, com ampla publicidade no interior do Ginásio e plataformas digitais, com objetivo de evitar tais fatos.

O CER Atlântico clube é a casa de todos. Um espaço de união, paixão pelo futsal e respeito às diferenças.

O Clube seguirá trabalhando, dentro e fora de quadra, para que o esporte continue sendo um instrumento de inclusão, exemplo e transformação social”.

O Magnus acabou vencendo a partida por 5 a 3 e neste sábado disputará a final da competição com o Atlântico. O campeão garante uma vaga na Copa Libertadores de Futsal, que acontece em maio, no município de Carlos Barbosa.

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