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Saúde

Biodança propõe integração entre corpo, emoção e estilo de vida em Erechim

Prática realizada em grupo busca estimular saúde física e mental por meio de vivências com música, movimento e convivência

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Biodança em Erechim.jpeg
Por Gabriela de Freitas
Foto Arquivo pessoal

Mais do que uma atividade corporal, a Biodança é apresentada como uma proposta de transformação do estilo de vida. Criada pelo psicólogo e antropólogo chileno Rolando Toro Araneda (1924-2010), a metodologia tem como base o chamado Princípio Biocêntrico — a vida como valor e referência absolutos — e se desenvolve por meio de vivências em grupo, com estímulos musicais, afetivos e de movimento.

Em Erechim, a prática é conduzida pelo professor Estanislau Baptista, que atua na área há quase 30 anos. Ele conheceu a Biodança em um momento de crise pessoal e afirma que a experiência marcou uma mudança significativa em sua trajetória profissional. “Era jornalista, advogado e professor universitário. A Biodança me fez tão bem que dei uma guinada na vida e me formei professor do sistema”, relata. Ao longo da formação, realizou especializações, incluindo uma diretamente com o criador da metodologia, que o habilita a formar novos facilitadores.

As atividades no município começaram em maio de 2023. Estanislau e sua esposa, Vera Gabler, também professora de Biodança, passaram a conduzir encontros semanais em Erechim, ao lado de outros profissionais da área terapêutica. A proposta integra um conjunto de práticas reconhecidas como abordagens integrativas em saúde.

Segundo o professor, a proposta da Biodança não se concentra na doença, mas nos aspectos saudáveis da pessoa. O objetivo, explica, é favorecer processos de integração existencial — conceito que dialoga com a ideia de individuação desenvolvida por Carl Gustav Jung — estimulando coerência entre pensar, sentir e agir.

As sessões são estruturadas em grupo e incluem momentos de partilha, nos quais os participantes relatam percepções e mudanças vivenciadas. Entre os benefícios observados, Estanislau cita melhora na qualidade de vida, maior disposição, criatividade, fortalecimento dos vínculos afetivos e redução de sintomas como desânimo, apatia e angústia.

Ele afirma que a prática também contribui para a saúde mental e emocional ao promover equilíbrio entre os diferentes subsistemas do organismo. “A integração conduz a um estado de maior harmonia interna e fortalecimento das defesas físicas e emocionais”, comenta.

De acordo com o professor, a recepção da comunidade tem sido positiva, especialmente entre aqueles que buscam alternativas baseadas no convívio, no contato humano e na valorização das experiências afetivas. Ainda assim, reconhece que a proposta representa um desafio em uma sociedade marcada por competitividade e individualismo.

Os encontros ocorrem semanalmente, além de oficinas especiais realizadas aos finais de semana. De acordo com Estanislau, participantes costumam relatar mudanças significativas em suas rotinas, com reflexos nos relacionamentos e na percepção de bem-estar.

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