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País

Jornalista erechinense lidera pesquisa inédita sobre a memória do Holocausto no Brasil

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Salus Loch com os contratantes da pesquisa que representam a Confederação Israelita do Brasil (CONIB
Por Redação
Foto Divulgação

Com15 anos de trajetória e mais de 1.200 pesquisas realizadas desde 2011, o Grupo ISPO, empresa erechinense, apresentou, na quinta-feira, 22, em São Paulo, os resultados do estudo “O conhecimento do Holocausto no Brasil”. O levantamento, conduzido ao longo de 2025, ouviu 7.762 pessoas em 11 regiões metropolitanas, revelando um cenário de lacunas profundas e desigualdades acentuadas no acesso à memória histórica no país.

Metodologia

A pesquisa fundamentou-se em entrevistas presenciais realizadas em pontos de grande fluxo, utilizando um questionário estruturado e controle por cotas sociodemográficas. Com uma margem de erro de 4,7%, a amostra abrangeu capitais estratégicas como São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba, Porto Alegre, Salvador e Recife, assegurando uma sólida representatividade nacional. O projeto, no entanto, segue em expansão: novas rodadas de entrevistas em regiões ainda não contempladas pelo levantamento original devem ocorrer nos próximos meses, ampliando ainda mais o mapa do conhecimento histórico brasileiro.

O paradoxo do conhecimento

Os índices apurados expõem um contraste significativo. Embora 59,3% dos brasileiros afirmem ter algum conhecimento sobre o Holocausto, a profundidade desse saber é limitada: apenas 53,2% conseguem defini-lo com precisão como o extermínio sistemático de seis milhões de judeus pelo regime nazista. No vácuo da informação, 31,1% declaram desconhecer completamente o que foi o genocídio.

Ponto crítico

Um dos pontos mais críticos do relatório indica que 38,5% da população ignora a finalidade de Auschwitz como campo de extermínio. A análise cruza esses dados com fatores socioeconômicos, revelando que a escolaridade e a renda são os principais divisores de águas: enquanto 86,2% dos entrevistados com pós-graduação dominam a definição correta, o índice despenca para 27,2% entre aqueles que possuem apenas o Ensino Médio completo.

O peso do testemunho de sobreviventes

Encomendado por uma coalizão formada pela Confederação Israelita do Brasil (CONIB), Memorial do Holocausto de São Paulo, Museu do Holocausto de Curitiba e StandWithUs Brasil, o estudo lançado na sede do Memorial do Holocausto, foi marcado pelo peso do testemunho. A presença de sobreviventes como Hannah Charlier e Gabriel Waldman conferiu um contorno humano às estatísticas, transformando os dados do ISPO em uma ferramenta viva de conscientização.

Visão estratégica

Para o CEO do Grupo ISPO, o jornalista erechinense Salus Loch, a entrega de um diagnóstico desta magnitude reafirma o papel da pesquisa como pilar da cidadania. Ao analisar a robustez do levantamento, Loch destaca que a clareza técnica é o único antídoto eficaz contra a desinformação.

 

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