A otite externa é uma inflamação que atinge a parte mais externa do ouvido, conhecida como canal auditivo. Bastante frequente, a condição pode provocar dor, coceira, descamação da pele, vermelhidão, inchaço e até redução da audição. Em alguns casos, também há saída de secreção esbranquiçada. A doença pode afetar pessoas de todas as idades, mas merece atenção especial em crianças, que costumam demonstrar desconforto ao levar a mão ao ouvido, chorar mais e ficar irritadas.
Principais causas e fatores de risco
O problema está frequentemente associado ao calor e à umidade, situações comuns após idas à praia ou à piscina, que favorecem a proliferação de bactérias e fungos. O uso prolongado de fones de ouvido, cotonetes, próteses auditivas e a introdução de pequenos objetos no ouvido também aumentam o risco. Além disso, alergias a produtos tópicos, como shampoos, cremes ou medicamentos aplicados na região, podem desencadear a inflamação.
Sintomas que não devem ser ignorados
A dor de ouvido, especialmente quando piora ao puxar levemente a orelha, é um dos sinais mais característicos. Coceira persistente, sensação de ouvido tampado, diminuição da audição e descamação do canal auditivo também são comuns. Diante desses sintomas, a orientação é procurar um otorrinolaringologista ou, no caso das crianças, um pediatra.
Como é feito o diagnóstico
O diagnóstico da otite externa é clínico e realizado por meio da avaliação dos sintomas, do tempo de evolução e do exame físico do ouvido. Em situações em que o quadro persiste por semanas, mesmo após o tratamento inicial, o médico pode solicitar a coleta de uma amostra do tecido do ouvido para análise laboratorial, permitindo identificar o agente infeccioso e direcionar melhor o tratamento.
Tratamento e tempo de recuperação
O tratamento depende da causa e da intensidade da inflamação. Geralmente, inclui o uso de medicamentos tópicos em forma de gotas para limpeza do ouvido, além de analgésicos e anti-inflamatórios para alívio da dor. Em alguns casos, podem ser indicados corticoides ou antibióticos, como o ciprofloxacino. O tempo de tratamento costuma variar entre cinco e dez dias, com melhora dos sintomas já nos primeiros dias.
Cuidados em casa e prevenção
Medidas simples ajudam na recuperação e na prevenção de novos episódios. Evitar a limpeza do ouvido com cotonetes ou objetos pontiagudos é fundamental. Após o banho, a secagem deve ser feita delicadamente, apenas com a ponta da toalha. Para quem frequenta piscinas com regularidade, proteger o ouvido da umidade pode reduzir o risco. A lavagem interna do ouvido não deve ser feita em casa, pois pode agravar a infecção ou causar lesões no tímpano.
Casos mais graves exigem atenção redobrada
Existe ainda a otite externa maligna, uma forma rara e mais grave da doença, que afeta principalmente pessoas com imunidade comprometida ou diabetes descontrolado. Nesses casos, a infecção pode evoluir por semanas ou meses e requer tratamento com antibióticos mais potentes e por período prolongado, sempre com acompanhamento médico.