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Jornal impresso: tradição de família que se mantém há três gerações

“A principal característica e o que me faz ser assinante é a credibilidade, o registro da notícia e da história. Depois da impressão a informação se torna um documento”, comenta o leitor do Bom Dia, Jorge Augusto Müller (Juca)

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Desde a construção da Casa Oito já se passaram 87 anos em que o jornal impresso faz parte da família
Por Da Redação
Foto Jornal Bom Dia

Ler jornais impressos é uma tradição de família que começou há muitos anos, conta o aposentado, Jorge Augusto Müller, de 75 anos, conhecido por Juca. O erechinense tem na rotina de ler jornal uma de suas atividades diárias. Ele lembra que buscar informações por meio do jornal impresso é um hábito que iniciou com o avô, Otto Eduardo Müller (em memória), que se manteve com o pai dele, Amandos Ludwig Müller (em memória), e continua nos dias atuais com ele já perfazendo décadas.

“O meu avô lia dois jornais da época, tinha esta prática de leitura de notícias locais, regionais e do Brasil. Os jornais eram os principais meios de informação da época junto com o rádio. No entanto, o jornal é mais abrangente em termos de conteúdo, análises e opiniões. E como meu avô era comerciante, proprietário da Casa Oito, construída em 1938, tinha necessidade de buscar informações oficiais dos municípios, estado e do país. Além disso, o interesse pelo jornal se dava também por ser muito atuante na comunidade e envolvido na política”, comenta.

Juca acrescenta que a Carmen, irmã dele, lembrou de um detalhe importante sobre os jornais. “O nosso avô lia o jornal e depois pedia para os filhos ler e explicar o que haviam lido. Ele utilizava as notícias para educar e interpretar o texto e isso ensinava a ler com um olhar mais crítico. Carmen relata que ele circulava artigos e dizia: 'leia isto e me explique o que você leu’”, acrescenta. Os anos passaram, lembra Juca, e o pai dele, Amandos, seguiu outro rumo e foi trabalhar como funcionário público, no entanto, a prática de ler jornal, diariamente, se manteve com a assinatura também de dois jornais, um do interior e outro da capital.

“Durante muito tempo meu pai lia na sala, mas com o passar dos anos ele foi ler no quarto, onde era mais reservado. Nossa casa era no centro da cidade, rua Uruguai 72, e sempre teve movimento de familiares e amigos. Alguns jornais, o vô e o pai guardaram durante décadas, com notícias sobre política, principalmente, e, posteriormente, foram doados ao Arquivo Histórico Municipal Juarez Miguel Illa Font, com outros documentos, fotos, cartas de família, todo acervo pessoal da família de décadas”, observa.

Diferente do avô e do pai, Juca se formou em Administração, trabalhou no setor privado. Ele conta que mantém a tradição de dois jornais impressos, um regional e outro da capital, como fonte de informação e, principalmente, distração e entretenimento. Juca assina o Jornal Bom Dia há mais de uma década. Com os jornais em mãos ele lê os assuntos que mais interessam, como esporte e política, para depois parar na página das palavras cruzadas e preencher as lacunas. Às vezes já começa por aí. Desde a construção da Casa Oito já se passaram 87 anos em que o jornal impresso faz parte da família Müller, há três gerações.

“A principal característica do jornal impresso e o que me faz ser assinante é a credibilidade, o registro da notícia e da história. Depois da impressão a informação se torna um documento que pode ser guardado e utilizado para pesquisa, por exemplo, como meu avô e meu pai faziam, e assim, validar ou desmentir informações”, conclui Juca.

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