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Ensino

Roda de conversa na URI destaca a inclusão e os desafios de pessoas com deficiência

O encontro teve a coordenação da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA), representada por Gustavo Flach, e conduzido por docentes, atletas do projeto “Gigantes Sobre Rodas” e participantes da comunidade acadêmica

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Roda de conversa discutiu a inclusão, acessibilidade e convivência com pessoas com deficiência.jpg
Por Assessoria
Foto Divulgação

A URI promoveu na segunda-feira (17), no Ginásio Poliesportivo, uma roda de conversa voltada à discussão sobre inclusão, acessibilidade e convivência com pessoas com deficiência. O encontro teve a coordenação da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA), representada por Gustavo Flach, e conduzido por docentes, atletas do projeto “Gigantes Sobre Rodas” e participantes da comunidade acadêmica, que apresentaram relatos pessoais e situações vivenciadas em diferentes espaços sociais e profissionais.

No início do encontro, o professor responsável pelo diálogo, Antonio Augusto Iponema Costa, descreveu ações desenvolvidas em sala de aula para incentivar reflexões sobre empatia. Entre as práticas citadas, está o uso de dinâmicas que simulam o cotidiano de pessoas com deficiência. O docente relatou também experiências em palestras realizadas em cadeira de rodas, nas quais observou reações do público e interações que motivaram questionamentos sobre atitudes sociais e comportamentos dirigidos a pessoas com deficiência.

O professor abordou percepções relacionadas à falta de contato, à distância física mantida por algumas pessoas e às interpretações de que a deficiência geraria pena ou desconforto. O relato incluiu ainda referências ao lema da Convenção dos Direitos da Pessoa com Deficiência, destacando a ideia de consulta direta às próprias pessoas para elaboração de estruturas e processos relacionados à acessibilidade.

Na sequência, o professor Bruno Felipe Assoni Faleiro contextualizou o surgimento do projeto Gigantes Sobre Rodas e apresentou observações sobre a rotina de treinos, convivência e participação no esporte adaptado. Ele mencionou o impacto do basquete em cadeira de rodas para atletas iniciantes e para aqueles que ingressam na prática após experiências no esporte convencional, apontando diferenças técnicas e percepções comuns entre integrantes do grupo.

O professor citou ainda a união dos participantes e os valores compartilhados como elementos que contribuíram para a criação da identidade do movimento. Segundo ele, o nome Gigantes Sobre Rodas surgiu de relatos de atletas que descrevem a sensação de força e autonomia ao utilizar a cadeira esportiva durante os jogos.

Durante o debate, o atleta Fernando Dariva apresentou considerações sobre acessibilidade e a presença de pessoas com deficiência no mercado de trabalho. Ele mencionou dados do IBGE referentes ao percentual de brasileiros que possuem algum tipo de deficiência e levantou questionamentos sobre a visibilidade desse grupo na sociedade. Em seu relato, apontou obstáculos relacionados à mobilidade, ao acesso a espaços públicos e às condições necessárias para que essas pessoas possam circular e trabalhar.

O participante Lucas Divan Calgaro compartilhou sua experiência após adquirir uma lesão decorrente da COVID-19. No depoimento, descreveu mudanças na rotina de trabalho, limitações enfrentadas no deslocamento e percepções sobre relações sociais após o diagnóstico. Lucas citou o basquete em cadeira de rodas como atividade que estimulou melhorias em sua rotina, ampliou interações e possibilitou novas formas de convivência.

Ele também abordou questões relacionadas ao mercado de trabalho, como valores salariais, condições de contratação e impactos que políticas públicas exercem sobre a permanência ou retorno de pessoas com deficiência ao emprego.

Nas considerações finais, o professor Antônio apresentou pontos relacionados à sensibilização da sociedade e às dificuldades enfrentadas por pessoas com deficiência em espaços públicos e privados. Entre os exemplos, citou situações observadas em filas, vagas preferenciais e comportamentos inadequados em atendimentos cotidianos.

O encerramento incluiu agradecimentos aos participantes, menção à continuidade das atividades relacionadas ao projeto e convite para que acadêmicos e colaboradores sigam participando de ações que abordem inclusão e acessibilidade. Após a roda de conversa, o grupo seguiu para a vivência prática de basquete em cadeira de rodas e para um momento de confraternização.

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