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Ensino

Reflexões sobre clínica infantil e psicanálise marcam encontro do Curso de Psicologia da URI

Evento integrou debates clínicos, relatos de experiência e expressões artísticas produzidas pelos estudantes do curso

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Encontro reuniu acadêmicos, professores e profissionais da área.jpg
Por Assessoria
Foto Divulgação

O Curso de Psicologia da URI promoveu na noite de quarta-feira,  12, no Auditório, o III Encontro de Psicanálise e a III Mostra de Psicanálise, Arte e Cultura. O encontro reuniu acadêmicos, professores e profissionais para refletir sobre a prática clínica com crianças e sobre o papel dos pais no processo analítico, além de apresentar produções artísticas desenvolvidas em disciplinas do curso.

A professora Mariana Alievi Mari, que liderou o encontro, disse que “a realização de um evento sobre psicanálise é de fundamental importância para os alunos do Curso de Psicologia, pois proporciona uma oportunidade única de aprofundar seus conhecimentos e promover o desenvolvimento da criatividade e autenticidade dos estudantes por meio da elaboração de materiais artísticos”. A psicanálise, afirmou, é uma abordagem essencial na formação dos psicólogos, e a criação de espaços internos de debate e exploração desse campo teórico e prático é crucial por diversas razões.

O encontro contou com a conferência “Nuances do atendimento com crianças em Psicanálise”, conduzida pela psicóloga Michele Costi Giacomel, formada pela URI Erechim. A profissional é psicóloga responsável técnica no Centro de Psicologia Aplicada da URI e exerce o cargo de psicóloga escolar na Escola de Educação Infantil Maria Fumaça.

Durante a exposição, Michele abordou fundamentos da psicanálise freudiana e lacaniana, com ênfase no conceito de inconsciente e na sua relação com a linguagem. Foram retomados aspectos do caso “Pequeno Hans”, de Freud, considerado referência no campo da clínica infantil, para discutir a necessidade de compreender o sintoma como expressão de uma dinâmica subjetiva e familiar. Observou que o atendimento à criança envolve também o trabalho com os pais, cuja escuta se torna parte essencial do processo.

Entre os temas explorados, o brincar foi apresentado como linguagem simbólica e expressiva, fundamental para o trabalho clínico com o público infantil. Michele explicou que, mesmo sem o uso da fala, a criança pode comunicar-se por meio do lúdico, permitindo que o analista acesse conteúdos inconscientes.

Outro aspecto abordado pela palestrante foi a implicação dos pais no processo terapêutico. O envolvimento da família foi apresentado como elemento decisivo para a evolução da análise, uma vez que o sintoma infantil pode refletir questões do núcleo familiar. Michele também refletiu sobre os desafios enfrentados por profissionais e estudantes na condução da escuta clínica, ressaltando a importância de sustentar o “não saber” e permitir o aprendizado a partir da experiência.

Após a conferência, as acadêmicas Dulce Palinski (8º semestre) e Laura Fracaro (10º semestre) relataram experiências de atendimento supervisionado, enfatizando o valor do brincar e da escuta para a compreensão da subjetividade infantil. As falas foram seguidas de uma roda de conversa mediada pela professora Mariana Alievi.

Encerrando o encontro, a professora Mariana apresentou a Mostra de Psicanálise, Arte e Cultura, composta por produções artísticas elaboradas nas disciplinas Fundamentos da Psicanálise e Intervenções Psicanalíticas. As obras, criadas pelos estudantes, exploraram temas como o inconsciente, o brincar e o processo analítico, traduzidos em diferentes expressões visuais. A atividade reuniu, em uma mesma noite, reflexões teóricas, vivências clínicas e produções artísticas, aproximando o olhar acadêmico da prática e do sensível no campo da psicanálise.

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