No domingo (16) os ponteiros dos relógios deverão ser adiantados em uma hora em três regiões do Brasil
Neste fim de semana inicia o horário de verão e a mudança vai muito além dos ponteiros dos relógios, que serão adiantados em uma hora à meia noite de sábado (15). A medida governamental que altera o cotidiano das pessoas também afeta o organismo humano, que anualmente precisa de adaptação. O neurologista de Erechim, Celso Lago, explica que as pessoas estão integradas ao sistema solar e que ao longo da existência, todas as rotas do metabolismo exibem um sincronismo com o sol. Diante disso, a produção de determinados hormônios, curva da pressão arterial, diabetes, entre outras, estão conectadas com esse sistema.
De acordo com o médico, com a mudança de horário, a alteração, que é uma questão econômica, provoca uma espécie de troca de uma "normalidade", por uma "anormalidade", causada por um leve desequilíbrio. Contudo, segundo o especialista, essa mudança permite ao indivíduo uma adaptação a curto prazo, mesmo que esta aconteça de modo específico a cada pessoa. "A maioria se adapta em pouco dias, em torno de uma semana. Os efeitos mais complicados podem ocorrer, em alguns casos, em relação à rotina de crianças e idosos, pois com a mudança de horário, ocorre o rompimento de determinados equilíbrios", comentou citando ainda, que entre as reações mais comuns estão modificações no humor e dificuldade de memorização, as quais podem ocorrer eventualmente e por um curto período.
Lago salienta ainda, que não há dicas e uma "receita pronta" para o período de adaptação, pois cada organismo reage de uma forma diferente, conforme as particularidades específicas.
No entanto, ele destaca que é preciso avaliar os aspectos positivos da troca de horário, sendo que muitas pessoas consideram que há mais tempo para aproveitar o dia, a exposição do sol.
Horário de verão
Em 2016 o horário de verão começa a vigorar do dia 16 de outubro e se estende até o dia 19 de fevereiro de 2017. O objetivo da medida, adotada no Brasil desde 1931, é proporcionar uma economia de energia para o país, com menor consumo no horário de pico (das 18h às 21h), pelo aproveitamento maior da luminosidade natural. Com isso, o uso de energia gerada por termelétricas pode ser evitado, reduzindo o custo da geração de eletricidade.
No ano passado, a adoção do horário de verão possibilitou uma economia de R$ 162 milhões, segundo o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). A economia foi possível porque não foi preciso adicionar mais energia de usinas termelétricas para garantir o abastecimento do país nos horários de pico. Para este ano, a previsão de economia é de R$ 147,5 milhões.