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A força do campo, do motorista e da agricultura familiar

Entre a terra e a estrada, Erechim celebra os protagonistas do campo e do volante que sustentam a economia, a cultura e o futuro da região.

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Por Carlos Silveira
Foto TV Bom Dia

Dia Internacional da Agricultura Familiar -  Origem e importância mundial

Desde 2014, a FAO/ONU instituiu 25 de julho como o Dia Internacional da Agricultura Familiar, reforçando seu papel central na segurança alimentar, sustentabilidade ambiental e geração de emprego e renda.

No Brasil, essa atividade é regulamentada pela Lei 11.326/2006, que define agricultura familiar como a atividade desenvolvida por agricultores (ou empreendedores rurais) com gestão familiar, área limitada por módulo fiscal e renda predominante derivada da propriedade.

 

No Alto Uruguai e Erechim

A agricultura familiar é fundamental para Erechim e sua microrregião (Alto Uruguai). Um estudo com 51 famílias, mostra que mais de 35% delas têm renda de até quatro salários mínimos, e o setor impulsiona modernização e produtividade regional.

Segundo dados estaduais (Emater/RS-Ascar, 2024), a região tem destacado cultivo de mandioca, chegando a produtividades de 70 t/ha em consorciação com erva-mate — um ex­emplo nacional de sucesso da agricultura familiar.

 A atuação da Emater, por meio de orientação técnica e fomento, fortalece essa dinâmica, diversificando a produção e ampliando renda e valor agregado.

Também vale destacar a atuação do SUTRAF-Alto Uruguai, que representa agricultores familiares da região. Em julho de 2024, o sindicato reuniu uma delegação em Brasília para o I Festival e Feira Nacional da Agricultura Familiar, buscando políticas públicas como acesso ao crédito (juros zero), apoio à agroindústria e afirmação de identidade regional

Dia do Colono e do Motorista - história e celebração

 No Brasil, 25 de julho também é consagrado como o Dia do Colono e do Motorista, alinhado à figura de São Cristóvão, padroeiro dos motoristas. A data é oficial desde 1968 (Lei 5.496/68), embora a comemoração da colonização no RS remonte a festejos dos imigrantes alemães, a partir de 1924.

Em Erechim e no Alto Uruguai

 Em muitos municípios da região, há celebrações típicas entre os dias 25 e 28 de julho. Atividades incluem:

  • Missas e bênçãos de veículos: em Erechim, realizada na Paróquia São Pedro, com procissão até São Cristóvão e bênção aos motoristas e caminhoneiros
  • Ações comunitárias: venda de churrascos, cucas e doces para arrecadar fundos e reunir famílias
  • Festas rurais: municípios como Barão de Cotegipe comemoram com festas tradicionais ligadas à agricultura, fruto de parcerias da Emater, prefeitura, cooperativas, CTGs e SUTRAF.

Esses eventos celebram o trabalho dos colonizadores — que fecundam a terra e garantem a produção local — e dos motoristas, perfil estruturante no escoamento da produção regional.

Dados regionais – Erechim & Alto Uruguai

Demografia e economia

  • Erechim tem cerca de 105.862 habitantes (IBGE/2019), sendo polo regional do Alto Uruguai
  • O setor agrícola responde por cerca de 36 milhões de reais do PIB do município; produzem-se milho, soja, trigo, suínos, leite, ovos e mel
  • Há aproximadamente 2.520 pequenos produtores na microrregião, muitos enquadrados como agricultura familiar .

Produção agrícola significativa

  • Mandíoca: até 70 t/ha, demostrando a boa produtividade e potencial econômico.
  • Grãos: Erechim tinha em 2008 cerca de 3.500 ha de milho (20.300 t), 7.200 ha de soja (17.280 t) e 3.000 ha de trigo (5.040 t)

Desafios e perspectivas - Agricultura familiar

  • Apesar da relevância, enfrenta obstáculos como acesso à terra, crédito, fortalecimentos dos programas de aquisição de alimentos (PNAE e PAA), que operam em Erechim via Emater e SUTRAF
  • A modernização e diversificação (agroindústrias, integração com alimentação escolar) são desafios, mas contam com avanços, como orientações técnicas e fomento tecnológico.

 Em Erechim, o campo não é apenas um espaço de produção. É território de identidade, cultura e força de trabalho que pulsa diariamente. E nesse contexto, os colonos e motoristas são protagonistas de uma história de crescimento, superação e desenvolvimento sustentável.

 Nos últimos anos, a administração municipal tem ampliado significativamente os investimentos voltados à agricultura familiar, uma das bases econômicas e sociais do município. Programas de incentivo à diversificação da produção, assistência técnica constante e acesso facilitado ao crédito rural vêm transformando a realidade de centenas de famílias que vivem da terra. Ações coordenadas com a Emater, cooperativas e associações de produtores reforçam esse trabalho, promovendo conhecimento e inovação no campo.

Uma das frentes mais relevantes desse processo é a distribuição de sementes, mudas frutíferas, calcário e equipamentos agrícolas por meio de programas subsidiados. Essa iniciativa permite não apenas o aumento da produtividade, mas também a permanência das novas gerações no meio rural — renovando o ciclo da agricultura local.

Valorização do trabalho no volante

 Mas se a agricultura cresce, ela precisa de estradas. E é aí que entra o trabalho do motorista, parceiro indispensável do colono. Pensando nisso, a Secretaria Municipal de Agricultura e o setor de Obras Rurais têm atuado de forma conjunta para garantir acessibilidade, segurança e escoamento adequado da produção.

Foram readequados e cascalhados mais de 250 km de estradas vicinais apenas nos últimos dois anos. Um trabalho constante, muitas vezes feito sob chuva e barro, para garantir que o leite chegue à agroindústria, que o caminhão de grãos não atole no retorno, que o transporte escolar atenda aos estudantes da zona rural com pontualidade e segurança.

A manutenção de pontes, a abertura de valas para drenagem e o patrolamento de acessos internos a propriedades também fazem parte desse pacote de melhorias. A atuação conjunta das equipes municipais com a comunidade rural tem sido um diferencial: é o agricultor que aponta as prioridades, e a prefeitura age com rapidez e diálogo.

Desenvolvimento com raízes firmes

Erechim entende que o desenvolvimento do campo é essencial para o equilíbrio econômico da cidade. Ao valorizar o trabalho do colono e do motorista, o município reconhece que não existe crescimento urbano sem o campo forte — e que não se colhe progresso sem plantar respeito e infraestrutura.

Exemplo disso é a ampliação dos programas de compra direta da agricultura familiar para abastecimento da merenda escolar. O que se planta em Erechim vai direto para as mesas das escolas, hospitais e instituições sociais, fortalecendo o circuito local e promovendo alimentação saudável e com identidade regional.

 

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