Profissionais de recursos humanos, representantes de indústrias e colaboradores das Casas FIERGS participaram, na manhã de terça-feira (17), de uma edição especial do Café com RH, realizada no auditório do SENAI Erechim. A programação abordou o uso da inteligência artificial (IA) no ambiente corporativo e reuniu participantes interessados em compreender como essas ferramentas podem ser aplicadas nas rotinas de trabalho.
A recepção do evento foi conduzida por Valquíria Grazziotin, gerente de operações do SENAI, que compartilhou percepções sobre o processo de integração entre SESI, SENAI e IEL no atendimento às demandas da indústria. Segundo ela, o encontro representa uma oportunidade de aproximação entre as instituições e os profissionais que atuam no setor produtivo.
Ferramenta acessível, uso estratégico
A palestra ficou a cargo de Rafael Körbes, do Instituto Euvaldo Lodi (IEL/FIERGS), que conduziu uma apresentação dinâmica sobre o uso da IA de forma prática e acessível. Com uma linguagem objetiva e exemplos cotidianos, ele desmistificou o funcionamento das plataformas de inteligência artificial generativa, como o ChatGPT, e apresentou alternativas gratuitas disponíveis no mercado.
“Mais do que saber usar, é preciso saber o que perguntar”, afirmou Rafael. Para ele, o ponto de partida está na clareza da comunicação. “A IA responde conforme a maneira como a instrução é dada. Se explicamos bem, obtemos respostas mais precisas. É como orientar um novo integrante da equipe: quanto mais objetivo for o direcionamento, melhor será o resultado.”
Raciocínio lógico e pensamento estruturado
Durante a fala, Rafael destacou que ferramentas de IA não substituem o conhecimento técnico, mas operam melhor quando têm boas informações de base. “A ferramenta precisa entender o contexto e saber o que você espera dela. Isso exige organização, lógica e uma forma clara de estruturar ideias”, explicou.
Segundo ele, a inteligência artificial deve ser encarada como um instrumento de apoio à tomada de decisões e à geração de soluções no ambiente profissional. “Não é mágica, é raciocínio. E é nesse ponto que entramos como protagonistas.”
O palestrante também chamou atenção para o papel dos profissionais de RH nesse processo de adaptação digital, sugerindo formas de aplicar as tecnologias no recrutamento, na análise de perfis e na produção de materiais internos. “Cada pessoa aprende de um jeito. Ferramentas que geram textos, áudios e imagens ajudam a traduzir conteúdos para diferentes estilos de aprendizagem.”
Integração, qualificação e continuidade
Ao final da palestra, a equipe anfitriã apresentou brevemente iniciativas voltadas à formação técnica e à educação profissional oferecidas pelo SENAI, com novas turmas previstas para o segundo semestre. Foram comentadas as modalidades de cursos, as possibilidades de participação de jovens em atividades práticas e o papel das empresas na formação de futuros profissionais.
O encontro também serviu como espaço para troca de experiências entre representantes do setor produtivo, com abertura para perguntas e diálogo direto com os organizadores. A manhã foi encerrada com um convite à continuidade da parceria entre instituições de ensino e empresas, com foco em inovação e qualificação.