Percorrer a cidade de ponta a ponta, fazendo coletas ou entregas, da manhã à noite, faça chuva ou sol, frio ou calor, transportando documentos, mercadorias ou alimentos e utilizando uma motocicleta. Esse é o dia a dia do profissional da moto, popularmente, chamado de motoboy.
O motoboy, Saul Alexandre Rodini, de Erechim, trabalha há seis anos nesta profissão e um dos desafios é fazer o cliente entender que o custo da entrega não se limita somente ao gasto com a gasolina. “Temos custos elevados, em manutenção, imposto, segurança”, explica ele.
“Um dos principais problemas, no trânsito, é a falta de conscientização de alguns motociclistas e, também, de motoristas que se acham donos da rua”, observa Saul
Ele, com outros profissionais, trabalham fazendo entregas de farmácias, vestuário e restaurantes e peças. “Apesar dos problemas, é mais tranquilo do que trabalhar CLT em fábrica de produção”, comenta.
Segundo Saul, a rotina em cima da moto inicia por volta das 9h da manhã, tem um intervalo de uma hora para o almoço e, também, carregar o telefone, e continua depois até as 22h.
Ele ressalta que é possível viver desta profissão e que o rendimento, médio, é de R$ 300 por dia. “Os gastos com moto giram, em torno, de R$ 90 por dia”, afirma.
Entregador e motoboy
O entregador de jornal, Marcos Federle, conhecido por Bim, trabalha há quase 20 anos nesta profissão e de como autônomo de motoboy há uns 7 anos.
Segundo Marcos, o desafio do dia a dia da profissão está no trânsito complicado e perigoso, e no clima, muito chuvoso ou frio.
“Concilio o trabalho de entregador de jornal e mais as entregas durante o dia, não é uma vida fácil, mas dá para se manter. Eu gosto do eu faço, são 20 anos vivendo assim e deste trabalho, tem pessoas e clientes que reconhecem e isso dá mais ânimo e moral pra gente continuar a luta, e tem os que não valorizam, esses a gente esquece.