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Saúde

Coração grande: o que é e como tratar a cardiomegalia

A condição que pode afetar a saúde do coração e, se não tratada, levar a complicações graves

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Com acompanhamento médico e tratamento adequado, muitas pessoas conseguem controlar os sintomas e me
Por Assessoria de Comunicação
Foto Divulgação

A cardiomegalia, também conhecida como "coração grande", não é uma doença em si, mas um sinal de que algo não vai bem no coração. Trata-se do aumento do tamanho do órgão, que pode ocorrer devido a várias condições, como insuficiência cardíaca, doenças das artérias coronárias, problemas nas válvulas do coração ou arritmias. Esse aumento no coração pode ser consequência de doenças que provocam espessamento ou dilatação das câmaras cardíacas, dificultando a circulação do sangue e comprometendo o funcionamento normal do órgão.

Sintomas

O aumento do coração, muitas vezes, é silencioso nas fases iniciais, mas à medida que a condição evolui, surgem sintomas preocupantes como:

- Falta de ar, seja durante atividades físicas ou em repouso;

- Palpitações cardíacas;

- Dor no peito;

- Tosse persistente, principalmente quando deitado;

- Tonturas e desmaios;

- Fraqueza e cansaço excessivo;

- Inchaço nas pernas, tornozelos ou pés;

- Inchaço abdominal.

É crucial ficar atento a esses sinais, pois, se não tratados, podem levar a complicações graves, como insuficiência cardíaca ou até morte súbita.

Graus de Cardiomegalia

A cardiomegalia pode ser classificada em quatro graus, com base no índice cardiotorácico obtido através de radiografias do tórax:

- Grau I (Leve): índice de 0,5 a 0,55;

- Grau II (Moderada): índice de 0,55 a 0,60;

- Grau III (Moderada a grave): índice de 0,60 a 0,65;

- Grau IV (Grave): índice acima de 0,65.

Por que o coração aumenta?

O aumento do coração é frequentemente causado por doenças que geram inflamações no corpo e estresse oxidativo, que alteram o funcionamento do músculo cardíaco. Isso faz com que o coração precise trabalhar mais para bombear sangue, o que, com o tempo, pode levar a um desgaste do músculo e aumento do risco de insuficiência cardíaca.

Diagnóstico e exames

Para confirmar a presença de cardiomegalia, o médico utiliza diversos exames, como uma radiografia de tórax, eletrocardiograma (ECG), ecocardiograma e tomografia computadorizada ou ressonância magnética.

Exames de sangue e, em alguns casos, cateterismo cardíaco ou biópsia do coração também podem ser necessários para identificar a causa do aumento do coração.

Principais causas

Entre as causas mais comuns estão a hipertensão arterial, doença de Chagas; doenças das válvulas cardíacas, infarto ou insuficiência cardíaca, cardiomiopatias, arritmias cardíacas, diabetes e problemas renais.

Em algumas situações, como durante a gravidez ou o uso de certos medicamentos, a cardiomegalia pode ser temporária, com o coração retornando ao tamanho normal após tratamento adequado.

Tratamento e cuidados

O tratamento da cardiomegalia varia conforme a gravidade e a causa subjacente, podendo incluir medicamentos, diuréticos, para reduzir o acúmulo de líquidos, anti-hipertensivos, para controlar a pressão arterial, antiarrítmicos, para regular o ritmo cardíaco e anticoagulantes, para prevenir coágulos sanguíneos.

Procedimentos:

- Colocação de marcapasso, em casos de arritmias graves;

- Cirurgia cardíaca ou de bypass coronário, caso haja problemas nas válvulas ou artérias do coração;

- Em casos extremos, transplante de coração.

Prevenção e acompanhamento

A prevenção da cardiomegalia está fortemente ligada ao controle de fatores de risco como a hipertensão, diabetes, obesidade e hábitos de vida inadequados (como fumar e consumir álcool). É fundamental seguir as orientações médicas, fazer exames regulares e adotar uma dieta saudável, rica em nutrientes e pobre em sal, açúcar e gordura.

Possíveis complicações

Se não tratada adequadamente, a cardiomegalia pode resultar em complicações graves, como, infarto do miocárdio, formação de coágulos que podem causar AVC, parada cardíaca e morte súbita.

 

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