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Caminhada pela Vida pede o fim da violência contra mulheres

Segundo dados da Secretaria de Segurança Pública, o município registrou três casos de feminicídio em 2023

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Caminhada desceu a Maurício Cardoso
Por Vivian Mattos
Foto Divulgação

Segundo dados contabilizados até o dia quatro de dezembro pela Secretaria de Segurança Pública (SSP) do Rio Grande do Sul, Erechim registrou, em 2023, o total de 767 ocorrências de violência contra a mulher.

Silêncio

Com o silêncio em forma de protesto e respeito às vítimas de feminicídio, um grupo de mais de 200 pessoas desceu, na manhã desta quinta-feira, 7, a Avenida Maurício Cardoso, saindo da Praça do Tanque rumo à Prefeitura, integrando a Caminhada pela Vida, atrelada à Campanha 16 Dias de Ativismo promovida pela administração municipal.

Clarice Moraes

A secretária de Assistência Social, Clarice Moraes, esteve presente no momento e comentou sobre a motivação para a realização do ato. “Todo esse movimento está sendo feito por um grupo de mulheres pelos últimos casos de feminicídio que abalaram a cidade. Essa caminhada está sendo feita para mobilizar e mostrar à sociedade que nós mulheres estamos unidas e apoiando as famílias que perderam seus familiares”, expõe.

Atingir o maior número

O chefe da Proteção Social Básica, Tiago Pezzini, comenta que o momento foi pensado em alertar sobre o crescimento dos índices de feminicídio no município. “Aos poucos, possamos atingir o maior número de pessoas possível sobre o entendimento de que a violência nunca será o caminho a ser seguido”, disse.

Prefeito Paulo Polis

Na finalização da caminhada, o prefeito Paulo Polis aguardava a chegada da mesma defronte a Prefeitura Municipal, momento em que se manifestou ao público presente. “Nós temos que unir forças para lutar contra qualquer tipo de violência física, mental, financeira e sexual. Precisamos que todos saibam que aqui em Erechim falamos não para a violência contra a mulher”.

Público presente

 O momento contou com a presença de autoridades e servidores municipais, soldados mulheres da Patrulha Maria da Penha da Brigada Militar, familiares das vítimas de feminicídio e comunidade em geral.

Entenda o contexto

Dentre dados registrados pela SSP, constam três feminicídios ocorridos em outubro deste ano. O último destes casos trata da morte de Chaiane Patrícia Proença, de 25 anos, assassinada em casa pelo ex-companheiro e já encontrada pela Brigada Militar (BM) sem sinais vitais. Segundo informações apuradas pela redação, a polícia chegou ao local após receber uma ocorrência de desentendimento familiar. Patrícia deixou três filhos.

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