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Segurança

Protesto pede justiça por mulher de Entre Rios do Sul assassinada em Caxias do Sul

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Manifestação reuniu familiares e amigos da vítima
Manifestantes percorreram parte do centro de Entre Rios do Sul e se concentraram em frente à prefeit
Márcia Ferrarez foi morta a tiros em 2016, quando chegava em casa com o namorado
Por Alan Delfin Dias
Foto Arquivo da família

Protesto realizado na tarde do último domingo (3) em Entre Rios do Sul, pediu justiça pela morte de Márcia Salcher Ferrarez, natural do município e assassinada em Caxias do Sul, em 2016, quando tinha 31 anos. O ato reuniu dezenas de familiares e amigos da vítima, que com cartazes e camisetas simbolizando o luto, percorreram parte do centro da cidade e se concentraram em frente à prefeitura.

A principal reivindicação na manifestação é o pedido de um desfecho para o caso já que o júri do acusado de cometer o crime, Adamir Ivan da Limas, 56 anos, segundo familiares, já foi cancelado três vezes e para eles, tantos anos de espera pela conclusão do caso só aumenta a angústia. As alegações para os cancelamentos envolvem tratamentos de saúde do réu, que é diabético.

O último estava marcado para o dia 25 de outubro passado, e a família de Márcia viajou até a cidade da Serra, mas o réu, que respondia em liberdade, não compareceu ao Fórum. A promotoria então, solicitou a prisão preventiva de Adamir, a justiça acatou o pedido, ele foi localizado e a sessão remarcada. Ele será julgado por feminicídio consumado e tentativa de homicídio.

 

O crime

Márcia trabalhava como cobradora de ônibus há cerca de 10 anos, em uma empresa de Caxias do Sul, onde conheceu Adamir e passou a ter um relacionamento com ele, que teria durado até por volta de 2014.

Por volta das 23h do dia 15 novembro de 2016, Márcia chegava em casa com o namorado, no bairro Esplanada, e conforme testemunhas, Adamir, na época com 49 anos, surpreendeu o casal em um dos corredores que levava até a residência.

 

Revólver calibre 38

Ele teria então usado um revólver, calibre 38, para atirar três vezes contra a vítima. O homem ainda teria tentado matar o então namorado da vítima. Dezessete dias após o fato, acompanhado de um advogado, ele se apresentou à polícia e entregou a arma usada no crime. Por não ter sido preso em flagrante, ele pôde responder ao processo em liberdade.

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