Alunos do terceiro ano do ensino médio realizaram projeto Educa ONU
Estudantes do terceiro ano do ensino médio do Colégio Marista Medianeira de Erechim participaram do projeto Educa ONU, organizado pelo professor de Geografia Elias Burin. A iniciativa consistiu na simulação de uma dinâmica política específica: a simulação do Conselho de Segurança da ONU.
A iniciativa surgiu em razão da dificuldade encontrada pelos professores da área de Ciências Humanas para fazer com que o estudante, ao invés de compreender unicamente os conteúdos específicos, possa de fato entendê-los como parte de uma prática social e pertencentes ao universo de sua vivência cotidiana. De acordo com o educador, o maior impacto desta perspectiva de simulação é trabalhar com a área temática dos conflitos internacionais, mais especificamente nos campos de Geografia, História, Sociologia, Filosofia, Ensino Religioso, Antropologia e Economia.
"Utilizar a simulação como apoio amplia o dinamismo do processo de aprendizagem e facilita a compreensão de conceitos abstratos através da sua utilização na prática, através de situações concretas ou problemas destinados a serem resolvidos pelos estudantes. Assim, os conceitos que foram aprendidos e discutidos em diversos conteúdos específicos de Ciências Humanas encontram uma excelente possibilidade para a sua efetivação em situações complexas, o que amplia a relação entre teoria e prática, originando uma aprendizagem significativa", explica o professor Elias.
Os estudantes realizaram uma simulação sobre a intervenção da ONU em países que estejam vivenciando conflitos internos graves, conhecidos como Guerra Civil. O projeto seguiu os moldes formais da simulação da Assembleia Geral da ONU. Os estudantes, em duplas, representaram os países que integram o G20 e buscaram defender seus interesses nacionais, redigindo propostas de resolução para a questão em debate.
Após as colocações de cada país, o debate seguiu-se com argumentações coesas e bem elaboradas pelos estudantes. "Essa atividade, por ter cunho social permite, também o desenvolvimento de habilidades, como o raciocínio lógico e multidisciplinar, a capacidade de se colocar no lugar do outro e contrapor interesses, objetivos e percepção social, bem como o estímulo ao diálogo produtivo, rompendo com a insegurança de estabelecer um debate aberto", finaliza o educador.