Instituído no ano de 1998, o dia do Patrimônio Histórico no Brasil é celebrado em 17 de agosto, ou seja, nesta quinta-feira. A data foi escolhida para homenagear o historiador, advogado e jornalista mineiro Rodrigo Melo Franco de Andrade.
De acordo com o site Memórias da Eletricidade, Rodrigo nasceu em Belo Horizonte, em 17 de agosto de 1898. Foi o primeiro presidente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e figura chave na criação da instituição, durante o Governo Getúlio Vargas (Lei nº 378, de 13 de janeiro de 1937).
Além da presidência do Iphan, que atua na preservação e proteção dos bens culturais brasileiros, criou a Revista do Patrimônio Artístico Nacional e fez parte de um grupo de intelectuais, que, entre a metade dos anos 1930 e a década seguinte, lutou por leis que reconhecessem e garantissem a preservação do patrimônio cultural no Brasil.
Site reforça o fato de que, a importância de preservar os patrimônios públicos materiais (prédios e construções) ou imateriais (diversas formas de expressões), em âmbitos nacional e regional é fundamental para a formação de uma identidade coletiva, o que contribui decisivamente para a identificação e integração dos cidadãos numa determinada sociedade.
Pesquisador dá nome a prêmio do Iphan
Rodrigo Melo Franco de Andrade, que presidiu o Iphan por 30 anos, também dá nome a um prêmio que, desde 1987, enaltece ações de preservação do patrimônio cultural brasileiro que, em razão da originalidade, vulto ou caráter exemplar, mereçam registro, divulgação e reconhecimento público.
A celebração do dia do Patrimônio Histórico no Brasil reforça a importância da promoção e administração do processo de preservação dos bens culturais do país. E ajuda no fortalecimento da identidade nacional e na garantia do direito à memória, assim como contribui para o desenvolvimento socioeconômico do país.
Em Erechim
E em Erechim, como está a situação de nossos marcos históricos, estão a contento de uma cidade que cresce rumo ao progresso e ao desenvolvimento, mas preserva os seus prédios e monumentos históricos, ou estão à mercê do esquecimento, fato que já é bastante explícito em alguns pontos da cidade.
O Jornal Bom Dia, sempre ávido para tratar assuntos deste e de outros vários temas que foquem a nossa história, principalmente de nossos colonizadores, está sempre buscando focalizar prédios e pontos históricos que o futuro está consumindo. Vale destacar o prédio do Castelinho que necessita de uma urgente reforma para que possa sair da UTI e não terminar de desmoronar. Escapou de pegar fogo, mas o tempo corrói dia após dia as suas estruturas. Prédio já tombado como Patrimônio Cultural espera pelo oxigênio.
Outro caso lamentável é a primeira escola de Erechim, onde lecionava o saudoso professor Mantovani. Tema de muitas matérias levantadas por vários jornalistas locais, também sucumbe pela fome voraz dos cupins e pela ação do tempo. Aos poucos aquela imagem histórica vai se desfazendo e ruindo. Moradora por muitos anos no local, professora e historiadora Neuza Garcez chora pelo que vê diariamente na antiga estrutura.
Outro grande ponto histórico e que pode ser o principal, pois Erechim começou pela via férrea, é a antiga Estação Ferroviária que, para muitos municípios torna-se um cartão postal para turistas e fonte de conhecimento para estudantes, mas que para Erechim torna-se local de drogadição e moradia para indígenas que por aqui aportam. Pichado ao extremo, perdeu sua glória e história.
Também temos a Praça do Imigrante que possui bustos sem cabeça, curso de um vandalismo que não faz questão de preservar o que a cidade tem para contar, como também do descaso de entidades que poderiam dar a sua contribuição e manter os locais visíveis e visitáveis. Nestes 105 anos de história muitos prédios históricos e casas de imigrantes deram lugar para prédios e salas comerciais. Um preço do progresso que acabamos pagando muito caro, pois acabamos esquecendo daqueles que aqui passaram e construíram o Erechim de hoje e, neste ritmo, em pouco tempo teremos pouco para contar e as memórias de hoje, como as do passado, ficarão somente para os livros de história, ou seja, textos e fotos, enquanto existirem nossos historiadores.