A Aegea, nova controladora da Corsan (Companhia Riograndense de Saneamento), anuncia nesta terça-feira (11), em coletiva de imprensa, os pilares do trabalho para os primeiros 100 dias de operação e os investimentos programados para a infraestrutura de abastecimento de água e expansão do sistema de esgotamento sanitário nos 317 municípios atendidos pela Companhia.
Três eixos de atuação
Divididas em três eixos de atuação, as iniciativas contemplam a entrega de um pacote de 356 intervenções; a ativação do Plano Litoral, com o objetivo de implantar um novo sistema de tratamento e dispersão de esgoto no Litoral Norte; e os primeiros passos do Plano de Resiliência Hídrica, cujo foco são ações de combate à falta d’água e o fim do uso estrutural de caminhão pipa.
Situação de Erechim
Durante a coletiva, foi citada a situação de Erechim, que não tem contrato desde 2016, pelo diretor de Relações Institucionais da Aegea, Fabiano Dallazen: “dez cidades, entre elas Erechim, os contratos precisam ser ajustados. Em Erechim tem uma disputa judicial. Esse contrato em princípio foi anulado, mas a Corsan continua prestando serviço. A gente quer retomar o diálogo, pois temos um plano de investimentos bastante grande, mas a gente tem que construir uma solução viável juridicamente para atender a população”, ressalta Dallazen.
Investimentos
Nos primeiros 100 dias de operação a empresa irá investir R$ 100 milhões e em 10 anos, esses valores sobem para R$ 15 bilhões em abastecimento de água e sistema de esgoto. O objetivo da empresa é elevar o saneamento básico de 19,8% para 90%, que é uma exigência do Novo Marco legal do Saneamento Básico, que tem como meta 99% da população com água potável e 90% com coleta e tratamento de esgotos até 2033.
No primeiro ano de atuação os investimentos devem ser superiores a R$ 1 bilhão.