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Maria da Penha: Lei de proteção à mulher completa dez anos

Erechim já contabiliza dois mil casos em apenas sete meses de 2016

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Delegada Diana
Por Laura Coutinho e Izabel Seehaber - jornalismo@jornalbomdia.com.br
Foto Arquivo Bom Dia

Erechim já contabiliza dois mil casos em apenas sete meses de 2016

Criada em 7 de agosto de 2006 a Lei Federal de número 11.340 foi inspirada na história da farmacêutica Maria da Penha Maia Fernandes, que em 1983, sofreu severas agressões de seu próprio marido, o professor universitário Marco Antonio Heredia Viveros. Em uma ocasião, em que Heredia tentou matar Maria, um tiro de espingarda deixou-a paraplégica.

Para proteger as mais de 104 milhões de brasileiras que a lei foi criada. Entretanto, dez anos depois desse feito, os números ainda preocupam. De acordo com a coordenadora municipal de Políticas Públicas da Mulher de Erechim, Cristiane Puerari, desde janeiro a julho de 2016, cerca de dois mil casos de violência contra a mulher já foram registrados no município. Números que podem ser ainda maiores levando em conta as mulheres que não realizam denúncias.

“Nossa preocupação é levar informações para as mulheres, para que elas conheçam seus direitos, além de oferecer toda forma de apoio possível às vítimas de violência. Ainda realizamos diversas ações, como palestras e oficinas, com o intuito de estimular a autonomia econômica, social e psicológica da mulher, para que ela não seja dependente e submissa ao companheiro” explica a coordenadora.

Casos

Segundo a delegada de polícia, Diana Zanatta, responsável pela Delegacia da Mulher de Erechim, os casos mais registrados de violência contra a mulher no município são: lesão corporal, crime contra honra e estupro.

Apoio

O município oferece uma série de medidas para dar apoio às mulheres que sofreram algum tipo de violência, desde acompanhamento psicológico até oficinas para o resgate da autoestima.

Patrulha

Erechim ainda conta com uma patrulha específica para esses casos, a Patrulha Maria da Penha. Desde novembro de 2015 o serviço atua no município na fiscalização e prevenção dos casos de violência contra a mulher. Durante as rondas, a presença da Patrulha tem o intuito de inibir agressores e antecipar situações de violência.

A viatura especial conta com servidores que receberam um treinamento específico que fazem visitas às residências onde houve registro de alguma ocorrência, principalmente nos casos mais graves.

Como denunciar

A denúncia de violência pode ser feita em qualquer delegacia, com o registro de um boletim de ocorrência, ou por uma ligação ao número 180. A denúncia é anônima e gratuita, disponível 24 horas, em todo o país.

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