Mobilização que iniciou com os servidores das áreas de segurança foi motivada pelo parcelamento de salários
O parcelamento de salários por parte do governo do Estado motivou a paralisação de diversas escolas de Erechim e região nesta quarta-feira (4). A mobilização começou com servidores das áreas de segurança pública e ganhou a adesão de outras categorias.
De acordo o Centro dos Professores do Estado do RS (Cpers/Sindicato), em Erechim as maiores escolas estaduais aderiram à paralisação. A mobilização teve adesão também em outros municípios do Alto Uruguai.
Professores se reuniram pela parte da tarde na sede do 15º Núcleo em um conselho regional ampliado. Em seguida fizeram uma caminhada até a esquina democrática segurando cartazes. “O mínimo que se pode exigir de um gestor é que ele pague o salário dos servidores em dia. O que se faz com R$ 650? Estudamos e trabalhamos muito para vivermos com dignidade e honrarmos com nossos compromissos. Como podemos desenvolver um trabalho de qualidade quando temos de conviver com o desrespeito e o terrorismo deste governo?”, questionou a presidente do CPERS, Helenir Aguiar Schürer.
Nota da Seduc
Por meio de nota divulgada em seu site, a Secretaria da Educação (Seduc) afirma que respeita as manifestações de servidores, mas orienta que os estabelecimentos de ensino permaneçam abertos e em funcionamento normal.
A nota diz ainda que “o parcelamento de salários não é ato de vontade, mas fruto da crise financeira do país e da situação estrutural do Estado”, e que “a eventual redução de períodos traz prejuízos para a comunidade escolar, especialmente para os alunos. A manutenção das aulas é um direito dos estudantes e um compromisso que deve ser observado pelos professores. As ocorrências deverão ser registradas pelos diretores das escolas”.
Por fim, a Seduc orienta que para que ocorra a validação do ano letivo, será exigido pela Secretaria da Educação o cumprimento da carga horária mínima estabelecida pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional.
Escolas paralisadas
Em Erechim paralisaram as escolas Haidée Tedesco Reali, Normal José Bonifácio, Colégio Professor Mantovani, João Germano Imlau, Erico Veríssimo, além das instituições João Caruso, Bela Vista, Lourdes Galeazzi, Irani Jaime Farina, Santo Agostinho, S. João Batista La Salle e Sete de Setembro.
Da região estão paralisadas as escolas estaduais de Barão de Cotegipe, Erval Grande, Gaurama, Paulo Bento, Quatro Irmãos, Viadutos e Getúlio Vargas.