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Ensino

Os extremos do IDEB de Erechim

Indicadores apontados na Sinaleira 2020 revelam disparidade no desempenho dos estudantes nas séries iniciais e finais

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Ideb
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Por Najaska Martins - najaska@jornalbomdia.com.br
Foto Najaska Martins/Reprodução Agenda 2020

Indicadores apontados na Sinaleira 2020 revelam disparidade no desempenho dos estudantes nas séries iniciais e finais

Dados da Sinaleira 2020, que foi apresentada em evento na última semana, revelam dois extremos quando o assunto é o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) de Erechim. Enquanto nos anos iniciais (até a 4ª série) os dados do município são positivos - garantindo sinal verde no indicador - nos anos finais (até 8ª série) as notas não atingem a meta do Ministério da Educação, resultando em sinal vermelho na sinaleira.

O projeto Sinaleira 2020 é uma iniciativa da Agenda 2020 e conta com mais de 50 indicadores socioeconômicos representados conforme uma sinaleira real. São os resultados que definem as cores, relacionadas aos seus respectivos significados do trânsito: verde para seguir em frente, amarelo como sinal intermediário de alerta e o vermelho como impedimento nos avanços.

No caso do Ideb, que reúne dados do fluxo escolar e do desempenho dos estudantes, a Sinaleira 2020 aponta que em relação aos anos iniciais, que compreende as turmas até a quarta-série, o sinal está verde porque o município atingiu a meta prevista pelo Ministério da Educação tanto nas escolas da rede estadual quanto da municipal. O indicador destaca ainda que Erechim teve resultados superiores à media das escolas do Estado e do país.

Quando a Sinaleira analisa os dados do Ideb dos anos finais, que abrange as turmas até 8ª série, o sinal é vermelho. A justificativa para os resultados da Sinaleira se dá porque o município de Erechim não atingiu a meta projetada pelo MEC. Apesar disso, o indicador leva em conta que que os resultados desta etapa são superiores à média brasileira e gaúcha, tanto nas escola estaduais quanto na rede municipal. Os dados utilizados para análise do Ideb têm como fonte o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisa Anísio Teixeira (INEP)

Justificativas para a disparidade

Para a secretária municipal de Educação, Juliane Bonez, os números têm motivado maior empenho das secretarias de todo o país. “Erechim acompanha a realidade nacional nesta etapa. Os indicadores promoveram uma mudança no foco de atuação das secretarias de Educação a fim de mudar este cenário. São vários os fatores que ocasionam esta diferença nos indicadores, o que configura um grande desafio no âmbito educacional”, ressalta.

A secretária elenca ainda possíveis explicações para a disparidade no desempenho das etapas, citando o interesse pela escola e as realidades socioculturais: “Conforme os estudantes vão crescendo, eles vão perdendo um pouco do encantamento que tinham pela escola quando iniciaram a vida escolar. Este é um fator que pode influenciar. Da mesma forma, a realidade sociocultural em que eles vivem quando estão nos anos finais é diferente, pois muitos precisam, inclusive, trabalhar para ajudar as famílias, o que reflete no interesse e disponibilidade de tempo para o estudo”, pondera.  

Juliane projeta ainda que os dados do próximo Ideb devem revelar um novo cenário, especialmente em razão do ensino em tempo integral. “Não tenho dúvidas de que o desempenho dos estudantes terá um crescimento muito positivo, tanto nos anos finais quanto nos iniciais".

Escolaridade da população

A Sinaleira 2020 explora ainda dados relacionados à escolaridade da população adulta, que compreende a faixa etária acima dos 25 anos. Conforme o indicador - que tem como fonte o Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil - aproximadamente 59% dos residentes no município não tem ensino médio completo.

Neste contexto, 4% dos moradores têm escolaridade entre fundamental incompleto e analfabeto; 37,3% entre fundamental incompleto e alfabetizado e, por fim, 17,4% entre fundamental completo e médio incompleto. Segundo o Atlas, a população com ensino médio completo e superior incompleto corresponde ao percentual é de 27,6%, enquanto apenas 13,8% possuem curso superior completo.

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