Data Instituída no ano de 1984 presta homenagem para homens e mulheres que pilotam mais de um milhão e 200 mil motos em todo o Brasil
O Dia Nacional do Motociclista é comemorado hoje (27) em todo o Brasil. A data é homenagem aos homens mulheres que pilotam profissionalmente ou por hobbie- mais de 1 milhão e 200 mil em 2016 veiculos sobre duas rodas, por estradas, rodovias, ruas e avenidas brasileiras.
Conhecidos popularmente como motoqueiros, os motociclistas não apenas pilotam motos, mas também vivenciam o que é conhecido como "cultura da motocicleta". O termo adotado pela Associação Brasileira de Motociclistas (ABRAM) destaca uma categoria que vem crescendo a cada ano em todo o país. Em que andar sobre duas rodas, virou além de uma questão de trabalho, economia, esporte e lazer.
História
O dia do motociclista surgiu em 1984, a partir de uma tentativa da Associação Brasileira de Motociclistas (ABRAM) para estimular um dia comemorativo oficial para os motoqueiros, em 1984 e também para fixar uma data oficial comemorativa.
O dia 27 de julho em especial, foi escolhido pela entidade para homenagear o motociclista e mecânico da Honda, Marcus Bernardi, que faleceu nesta data no ano de 1974. A homenagem foi uma ideia do então proprietário da Concessionária Honda, para o então deputado federal, Alcides Franciscatto, que propôs que o Dia do Motociclista fosse comemorado em 27.
Segundo o presidente da ABRAM, José Antonio Polino, esta uma data para se comemorar além do fato de ser motoqueiro. “É um dia de celebração, mas, também um dia de reflexão e conscientização em utilizar equipamentos da forma correta, pois com este crescimento da frota de motocicletas, precisamos continuar construindo a ideia que segurança é o principal, para quem anda ou trabalha com moto”, destacou.
Segurança
Ana Paula Czarnobai Soccol, gerente da Vandana Autopeças de Erechim, empresa que há dez anos se preocupa com segurança do motociclista. Com o crescimento do número de motos nas ruas, muitos motociclistas também tem se preocupado, para se adequar as exigências da lei. Principalmente utilizando os equipamentos necessários para sua própria segurança. “Em primeiro lugar o capacete e jaquetas de proteção para as motos de passeio. Em relação ao motoboy, os itens obrigatórios como: colete refletivo, faixas refletivas para capacete e baú, entre outros”, finalizou.
Ainda na questão de segurança, ela lembra que para quem esta comprando uma moto agora, é muito importante se preocupar, principalmente, com revisões periódicas para trafegar com segurança “seja desde a troca o óleo, vela, patim e pastilhas de freio, pneu, que são itens importantes para serem observados”, salienta.
Economia
Conforme o Detran/RS, 20% da frota de veículos de Erechim, é formada por motocicletas, um número de mais de 12.484 mil motos. Segundo o diretor da Paiol Motos de Erechim, Marino Cesar Treichel, que a 17 anos, Marino Cesar Treichel, atua no mercado de venda de motocicletas na cidade, este crescimento se da principalmente devido a duas questões. “A moto é escolhida muito pela questão econômica, em que o gasto com combustível e manutenção é muito menor, o segundo motivo é o fácil estacionamento e praticidade de locomoção, em que as pessoas podem chegar aos lugares de forma mais rápida”, resalta.
Treichel lembra que os consumidores que compram uma moto têm ficado, a cada ano, mais exigentes. “Eles têm se preocupado muito com a questão da segurança, isso fez com que a Honda já projetasse uma moto com item obrigatório nesta questão a partir de 2018, para as novas motos no mercado, que é o airbags”, destaca.
Esporte e Lazer
O médico Eduardo Paul, 47 anos, anda de moto desde os 15 anos. Ele conta que essa paixão nasceu em sua cidade natal, Sobradinho/RS. “Muitos jovens possuíam motos, e elas eram motivo de admiração e reunião dos jovens”.
Paul lembra que nesta época também acompanhava reportagens e o mundo em duas rodas. Aos 15 anos ganhou sua primeira motocicleta. “Era uma Yamaha RDZ 125 vermelha, foi um dia inesquecível, desde lá sempre fui motociclista, independente do estilo ou cilindrada da moto, muitas vezes fui motociclista sem moto”, comentou.
Proprietário de uma Harley-Davidson Electra Ultra Glide, lembra que estar sobre duas rodas significa sentir a liberdade, a parceria e o companheirismo. “Ao viajar de moto nos tornamos parte da paisagem, o que torna um passeio ou viajem inesquecível”, completou.
Companheira de trabalho
Companheiro profissionalmente há nove anos da moto, William Fárias, de 27 anos, que trabalha como motoboy, lembra que conheceu a primeira motocicleta quando tinha 12 anos. “Mesmo sem carteira, eu quis experimentar, desde então me apaixonei por moto e hoje ela é minha companheira diária”, explica.
Acostumado andar mais de 100 quilômetros diariamente de moto para trabalhar, ele comenta que a questão de respeito no trânsito ainda precisa ser mais bem trabalhada. “Motociclista e motoristas precisam entrar em um consenso sobre a segurança, pois é necessário muito tomar cuidado principalmente quem anda de moto”, destaca.
Referente à escolha da moto e não de um carro para se locomover no dia a dia, ele comenta que sua opção foi motivada por duas coisas. “Primeiro agilidade e economia e segundo foi a minha paixão pela moto, em que eu cresci participando de grupos de motos”, finaliza.
Sentimento de liberdade
Seja para trabalhar ou por gostar, quem anda sobre duas rodas e tem a motocicleta como sua principal companheira, tem sempre o mesmo sentimento, o de “liberdade”. E com isso três amigos há três anos, fundaram um motogrupo em Erechim, batizado de Harley Davidson. Segundo advogado Paulo Goelzer, presidente do grupo, mais de 50 motociclistas fazem parte atualmente todos com motos da montadora americana. “Uma vez por semana nos reunimos para jantar e sair juntos de moto. Dividimos aqui uma paixão, assim como todos outros motociclistas, em que o nosso maior sentimento é o de liberdade sobre duas rodas”, destaca.
Apaixonado por motos desde a infância, o empresário Douglas Rudnicki, conta que entrou para o grupo alguns anos quando comprou sua primeira Harley. “Começou na adolescência, lembro que o Elvis tinha uma moto destas, então eu sempre quis, até que um dia consegui comprar a minha”, destaca. Apaixonado por motos, há 13 anos, Rudnicki fundou seu próprio motoclube, batizado com o nome de Aves de Rapina. “Nosso objetivo é dividir este sentimento, que é indescritível, quando se esta sobre uma moto, tudo que posso dizer é que esta é uma sensação de liberdade gigantesca”, finaliza.