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Profissão caminhoneiro: uma tradição de família

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Foto: Izabel Seehaber
Divulgação
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Por Izabel Seehaber
Foto Izabel Seehaber

A paixão pela carreira de motorista supera os desafios enfrentados por pai e filhos

Dirigir um caminhão, superar diferentes obstáculos e seguir a missão de transportar alimentos e vários outros produtos, independente da distância a ser percorrida. Assim se define brevemente a rotina de um caminhoneiro. 

Um fato curioso é quando na mesma família, vários integrantes resolvem seguir o mesmo caminho. Neste caso vamos registrar a história de um pai e seus três filhos que resolveram exercer a mesma profissão. 

Aos 34 anos, Jeferson Seehaber segue a profissão de caminhoneiro há uma década. O jovem segue os mesmos passos do pai Vilmar, que dirige há cerca de 35 anos. A companhia no caminhão, ainda quando criança, proporcionou entusiasmo desde cedo.

“Isso influenciou muito e cada vez mais a paixão pelo caminhão e o trabalho de trafegar nas estradas, tanto que já estou há dez anos na profissão”, comentou, destacando que o aspecto positivo é fazer o que se gosta. Os principais desafios para Jeferson é a falta de segurança. “O perigo de assaltos a toda hora é intenso. Falo porque já fui assaltado”, diz.

Outro desafio é a falta de estrutura, tais como banheiros, em vários lugares. Para o caminhoneiro, para melhorar teria que ter mais segurança e cuidado da infraestrutura das estradas que em muitos lugares é ruim. “Mas nada disso impede que a gente faça nosso trabalho”, reforça.

Inspiração para os irmãos

Ao mesmo tempo, o irmão Anderson, aos 25 anos, atua há um ano e dois meses como motorista de carreta, sendo que antes trabalhava com um caminhão de entrega. Segundo ele, a profissão “está no sangue”, sendo que o pai e os irmãos Jeferson e Peterson, também seguem a mesma trajetória.

Anderson relata que quando providenciou a primeira habilitação, já projetava um trabalho como caminhoneiro. Ao mesmo tempo, ele afirma que a rotina é desafiadora. “Não é fácil, saímos mas não sabemos se voltamos, há lugares perigosos, além do próprio trânsito. É uma profissão que tem que gostar, pois passamos vários riscos”, pontua, citando que já sofreu uma ameaça de assalto às 3h30.

O que preocupa é estar longe da família, enfrentando situações como lugares sujos para tomar banho e a alimentação que nem sempre é boa.

Mas o que compensa todo esforço é a remuneração, que segundo o jovem, é positiva, além da liberdade em exercer as atividades.

No emprego atual, em que transporta grãos e calcário, geralmente ele consegue voltar todo fim de semana para a casa.

Mas para quem pensa que essa paixão pelas estradas e pelo caminhão para por aqui, engana-se. A previsão é que daqui a pouco mais de um ano, Alisson, o irmão mais novo de Jeferson, Peterson e Anderson, siga a mesma profissão.

 

 

 

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