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Saúde

Ergonomia: mais que obrigatoriedade, um olhar para a segurança do trabalhador

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Fisioterapeuta ergonomista, Suélen Arsego
Por Izabel Seehaber
Foto Izabel Seehaber

O termo Ergonomia vem do grego ergon, que significa “trabalho”, e nomos, que quer dizer “leis ou normas”. Diante disso, a Ergonomia é um estudo científico que se transformou em uma importante ferramenta que influencia diretamente na capacidade produtiva e na saúde do trabalhador. Nesse sentido, a implantação dos programas de saúde ocupacional pode gerar ganhos para o empresário e refletir diretamente nos resultados do ambiente de trabalho. Para explica melhor e divulgar as ações e produtos oferecidos pelo serviço de Saúde Ocupacional da Unimed Erechim, a fisioterapeuta ergonomista, que atua há mais de 10 anos na área, Suélen Arsego, participou nesta semana, do programa Equilibre-se da TV Bom Dia. Confira os destaques do bate-papo:

Visão ampla para a ergonomia

O tema não é novo, iniciou na história primitiva, teve a ascensão na terceira revolução industrial, e, na atualidade é divulgado cada vez mais, sendo que no dia a dia são encontradas necessidades especiais que focam na ergonomia. “Já temos um olhar ampliado em relação ao assunto e, ainda, sobre os aspectos que envolvem a saúde e segurança do trabalhador. Vale mencionar que há uma norma regulamentadora, a NR17, que surgiu em 1990 (com atualização em 2021) e é específica sobre ergonomia. Assim, há uma análise ergonômica, um documento obrigatório vinculado à norma, o qual é solicitado em diversas situações aos empresários”, explicou Suélen.

Áreas de abrangência

Conforme a fisioterapeuta ergonomista, há pelo menos cinco campos em que devem ser aplicadas ações ergonômicas. Diante disso, são considerados os fatores biomecânicos (postura do indivíduo ao realizar sua atividade; se existe força ou esforço); mobiliário e equipamentos (ajustes de mesa, cadeira, se estão ideais pelo perfil do trabalhador); fatores ambientais (temperatura, velocidade do ar, ruídos); fatores organizacionais (jornada de trabalho, se há horário para entrar, para sair, se são feitos intervalos); e os fatores psicossociais e cognitivos (trata sobre questões de stress no ambiente de trabalho, comunicação e as relações entre as esferas).

Ergonomia dos “novos formatos” de trabalho

Com o surgimento da pandemia de covid-19 muitas atividades precisaram se reinventar, mudar os ambientes e até mesmo os locais de trabalho. Com isso, as estruturas de ambiente doméstico ganharam uma força ainda mais significativa. “O home office não era muito comum na região e gerou alguns desafios, sendo que é preciso considerar a estrutura disponível, desde Internet, uma cadeira adequada para permanecer por muitas horas de trabalho, entre outros diversos aspectos. Desse modo, a ergonomia recebeu um destaque expressivo nos últimos anos, nesse cuidado do trabalhador, para orientar e auxiliar na adequação do espaço, para que fosse um local de labor”, enfatiza Suélen ao acrescentar que, nessa mesma linha, é importante observar os limites de horários e toda questão organizacional, pois essa modalidade de trabalho se manteve e ganha uma adesão crescente.

Saúde Ocupacional Unimed

Seja para pessoas físicas ou jurídicas, o Serviço de Saúde Ocupacional da Unimed Erechim disponibiliza de uma estrutura de programas e profissionais especializados.

No que se refere à ergonomia, como principal atividade está um levantamento de informações denominado Análise Ergonômica do Trabalho. Da mesma forma é realizado o acompanhamento e gestão do risco, com trabalhos do Comitê de Ergonomia; além de treinamentos sobre NR17, específicos e direcionados; acompanhamento de perícias e organização de ações que contemplam o ambiente de trabalho e a saúde do trabalhador. Mais informações podem ser obtidas com a equipe pelo telefone: 3520-6103.

 

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