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Saúde

Dia do Orgulho Autista coloca vivências do espectro no centro do debate

Movimento defende participação direta de autistas em políticas públicas e discussões sobre o tema

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Naiara Soccol, diretora da Associação Aquarela Pró Autista
Por Assessoria, Heric Oliveira e Marcelo Chinazzo
Foto TV Bom Dia

Ontem, dia 18, foi o Dia do Orgulho Autista, que é uma data voltada à valorização da neurodiversidade, à representatividade e ao reconhecimento das diferentes vivências dentro do Transtorno do Espectro Autista (TEA). A iniciativa foi criada em 2005 pela organização Aspies for Freedom, formada por pessoas autistas, com o objetivo de trazer o protagonismo desse público e ampliar a compreensão sobre o autismo.

Diferentemente de campanhas focadas apenas na conscientização, a data destaca que o autismo é uma condição do neurodesenvolvimento e não uma doença, reforçando o respeito às características, potencialidades e desafios das pessoas autistas.

Movimento defende participação ativa das pessoas autistas

O Dia do Orgulho Autista também é marcado pelo lema “Nada sobre nós, sem nós”, que reivindica a participação direta de pessoas autistas em debates, palestras, eventos e na construção de políticas públicas relacionadas ao tema.

A proposta é garantir espaço para que elas compartilhem suas próprias experiências e contribuam para decisões que impactam suas vidas. Especialistas e ativistas destacam ainda a necessidade de ampliar a visibilidade de adolescentes e adultos autistas, muitas vezes esquecidos nas discussões sobre o espectro.

Diversidade dentro do espectro

A data chama atenção para a diversidade existente entre as pessoas autistas, já que cada indivíduo apresenta características, necessidades e níveis de suporte diferentes. Entre as ações defendidas pelo movimento estão a disseminação de informações qualificadas, o combate a mitos, a promoção de ambientes inclusivos e políticas públicas voltadas à educação, saúde e mercado de trabalho.

Para a diretora da Associação Aquarela Pró Autista, Naiara Soccol, a data representa um importante símbolo de reconhecimento e respeito. “O autismo não é doença, o autismo tem as suas características, as suas diversidades e por isso surgiu o dia do orgulho autista”, frisa.

Inclusão e autonomia são possíveis

Convivendo diariamente com pessoas autistas e sendo mãe de uma jovem diagnosticada com TEA, Naiara destaca que o acesso ao diagnóstico, ao tratamento adequado e ao apoio familiar pode contribuir para uma vida funcional e independente.

Segundo ela, além das terapias e acompanhamentos necessários, o combate ao preconceito dentro da própria família é um passo fundamental para a inclusão social.

“Eu falo isso com propriedade porque tenho uma filha autista de 18 anos que hoje trabalha o dia todo, faz a faculdade à noite, então hoje é um dia de muito orgulho para mim. É um dia de orgulho para uma mãe de uma menina autista”, afirma Naiara.

O Dia do Orgulho Autista é considerado um marco na luta por direitos, inclusão e respeito às diferenças. É uma data que busca incentivar uma sociedade mais plural, acolhedora e preparada para reconhecer a diversidade humana em todas as suas formas.

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