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Segurança

Erechim é a segunda cidade com maior redução de homicídios no estado

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Um dos fatores contribuintes para a queda no número de homicídios em Erechim é o trabalho realizado
Comandante do 13º BPM, major Konigonis, destaca o grande número de armas de fogo apreendidas e o rem
“Em Erechim, a elucidação dos crimes de homicídio é de praticamente 100%, logo, não é difícil compre
Por Alan Dias
Foto Alan Dias

Erechim encerrou os meses de janeiro e fevereiro de 2022 sem registros de homicídio na cidade. Contando com esta parte de março, até a manhã deste sábado (19), são 78 dias sem crime desta natureza.

No primeiro bimestre de 2021 haviam ocorrido sete casos no município e segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), que monitora e divulga mensalmente os índices de 22 tipos de crimes - de homicídios e latrocínios a crimes patrimoniais, além de feminicídios e outros envolvendo violência contra a mulher – até o momento, este ano, Erechim se destaca como a segunda cidade do estado com maior queda no número de homicídios, perdendo apenas para Porto Alegre, onde caiu de 46 para 36 casos.

O resultado de zero homicídios em Erechim chama ainda mais atenção se for levado em conta que nos 12 meses de 2021 a cidade registrou 36 casos, 16 a mais que em 2020, e as forças policiais ainda enfrentam facções vindas de outras regiões buscando se estabelecer na cidade e controlar o tráfico de drogas.

Para o comandante do 13º BPM, major André Konigonis, a posição da cidade nos indicadores da SSP é algo para se comemorar, até porque o homicídio é um crime difícil de prever ou prevenir, mas ele credita os números alcançados à integração das forças policiais no município e à estratégia montada pela Brigada Militar ainda no ano passado e que agora começa a render frutos.

 

Resultado do esforço conjunto

“A gente conseguiu reduzir muito os homicídios na cidade e isso é resultado do esforço da Brigada Militar e da Polícia Civil. A Brigada Militar há anos trabalha de forma integrada com a Polícia Civil em Erechim e nos últimos meses reforçamos o efetivo do serviço de Inteligência, que passou a trabalhar com mais afinco junto com a Polícia Civil. Contamos ainda com o apoio do efetivo das cidades do entorno e também, por vezes, do Batalhão de Choque de Passo Fundo”, conta o comandante.

O major Konigonis destaca ainda o grande número de armas de fogo apreendidas, foram 157 em 2021, e o remanejo de efetivo para atuar em horários e locais que registravam maior incidência de crimes.

 

Trabalho incansável

A delegada titular da 11ª Delegacia Regional de Polícia do Interior (DRPI), Diana Casarin Zanatta, também destaca a integração das duas forças policiais como fator decisivo para alcançar o atual momento e elogia o trabalho da equipe responsável por investigar os casos de homicídios na cidade. “A Polícia Civil atribui esse resultado ao trabalho de excelência e que tem sido desenvolvido a muitas mãos. Em primeiro lugar, pela competência da equipe da 2ª Delegacia de Polícia, capitaneada pelo delegado José Roberto Lukaszewigz.  A equipe que atua nesses casos é incansável, trabalha no caso desde que toma conhecimento da morte, não importa o dia e o horário, a dedicação é total! E não descansa até elucidar a morte”.

 

Dar o melhor em todos os casos

Ela frisa ainda que “isso tudo somente é possível porque a Polícia Civil atua em parceria com a Brigada Militar, em todos os casos. Os policiais militares atuam conjuntamente com a polícia judiciária, repassam informações, auxiliam em tudo o que é possível, acompanham a Polícia Civil nas buscas, e isso acaba fazendo toda a diferença. Em Erechim, a elucidação dos crimes de homicídio é de praticamente 100%, logo, não é difícil compreender qual é o recado que passamos para a criminalidade. Evidentemente que não pensamos que, por causa disso, não haverá mais mortes. O criminoso não tem nada a perder, outros homicídios poderão ocorrer. Mas o recado permanece o mesmo: as polícias estão em alerta total e vão dar o seu melhor, em todos os casos”.

 

Inimigo em comum

“Sempre que tenho a oportunidade de me manifestar, eu digo que em Erechim o inimigo em comum é a criminalidade, as polícias, tanto a polícia ostensiva, que é a Brigada Militar, quanto a polícia investigativa, que é a Polícia Civil, se ajudam, em todos os sentidos, desde a captação de verbas, até o trabalho de combate ao crime e aos criminosos”, concluiu a delegada.

 

Estado

No Rio Grande do Sul, o acumulado de homicídios entre janeiro e fevereiro caiu de 295 no ano passado para 263, retração de 10,8% e o menor total desde 2006. Na comparação com 2018, último ano antes da implantação do RS Seguro, quando os dois meses somaram 441 vítimas de assassinato, a queda chega a 40,4%. Contra o pico de 637 homicídios no primeiro bimestre de 2017, a diminuição é de mais que a metade: 58,7%.

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