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Rural

Seca, perdas e à espera da chuva

Precipitações esparsas e reduzidas em Cruzaltense nos últimos meses estão provocando falta de água, muitos danos nas lavouras de soja, milho, feijão, pastagens e produção de leite

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Cruzaltense já está faltando água
Efeito da seca é visível nas plantas
Por Ígor Dalla Rosa Müller
Foto Divulgação

A seca volta a atingir a produção agrícola do Alto Uruguai, neste início de safra 2021/2022, já gerando prejuízos efetivos para cultura de milho, em pastagens com reflexos na produtividade de leite, videiras, e impacto direto na lavoura de soja. Em alguns municípios, como Cruzaltense, já faz mais de 30 dias que não chove sendo que houve baixa precipitação nos últimos dois meses.

O governo municipal de Cruzaltense, juntamente com o Escritório Municipal da Emater, está fazendo o levantamento dos estragos causados pela estiagem. As chuvas esparsas e reduzidas dos últimos meses estão provocando prejuízos significativos nas lavouras de soja, milho e feijão e, também, prejudicando as pastagens o que, consequentemente, afeta a produção leiteira.

Segundo o secretário de Agricultura, Daniel Kraemer, riachos secaram em várias comunidades e a vazão das fontes diminuiu bastante nas propriedades rurais, muitos açudes de onde os agricultores tiravam água para os animais, também estão secos.

As secretarias de Agricultura e Obras estão disponibilizando máquinas para limpeza de fontes e, também, estão transportando água até as propriedades em caminhões tanque. “O governo está tentando ajudar as famílias na medida do possível, mas esta seca vai trazer reflexos ao longo do ano, com prejuízos em larga escala”, disse o secretário de Agricultura, Daniel Kraemer.

Alto Uruguai – soja

A região Alto Uruguai está com 95% da soja plantada em uma área prevista de 234.300 hectares. “Até o momento, a falta de chuvas ocasiona germinação desuniforme, plantas nascidas, mas com crescimento abaixo do normal por falta de água”, afirma o engenheiro agrônomo, Luiz Ângelo Poletto, assistente técnico regional em Sistemas de Produção Vegetal da Emater/Ascar.

O engenheiro agrônomo observa que a soja, em sua maioria, está em estado vegetativo, e caso não ocorram chuvas, nesta semana, as perdas na soja irão aumentar, gradativamente.

Milho

Ele comenta que a região tem 48.700 hectares plantados de milho-grão e 15.840 de milho-silagem, e este ano tem 2 mil hectares de milho a mais que a safra passada. “Quanto as perdas é difícil dizer hoje (13), mas o fato é que nesta safra o milho ainda está melhor do que o ano passado, contudo, está tendo perdas significativas. Quem plantou em agosto as perdas são menores. E o plantado mais tarde, em setembro, as lavouras de Erechim em direção à Campinas do Sul, no momento, são as que estão tendo as perdas mais significativas”, afirma.

Poletto observa que a região está à espera das chuvas, nesta semana, para ver se amenizam os prejuízos. “Sabido que tem perdas no milho e não vamos colher a produtividade esperada de 150 sacos por hectare”, afirma.

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