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Geral

A morte na visão espírita

Especialista explica os processos que acontecem após o desencarne e como lidar com o luto e amenizar a saudade de quem partiu

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Juliana Barazetti, terapeuta transdisciplinar holística e psicoterapeuta reencarnacionista
Por Ragnara Zago
Foto Arquivo Pessoal

Quem já perdeu alguém que ama, seja repentinamente ou não, sabe a dor e a cicatriz que a partida deixa no coração. O peito fica apertado e por mais que o tempo passe, nada faz com que a presença do ente querido seja substituída.

            Para ajudar quem se encontra em situações semelhantes, existem muitas técnicas terapêuticas e profissionais capacitados para prestar auxílio nesses momentos. Juliana Barazetti, terapeuta transdisciplinar holística e psicoterapeuta reencarnacionista, explica sobre todo o processo da morte na visão espírita e aponta as terapias mais indicadas para ajudar a amenizar a dor.

Bom Dia: Como os espíritas compreendem a morte? Qual o seu significado?

Juliana: A morte é uma passagem. Nós espíritas entendemos que o que morre é o nosso corpo físico, mas a alma é imortal.

Bom Dia: De que maneira os entes queridos que ficam, podem conduzir o processo de luto, para não prejudicar quem partiu?

Juliana: É muito importante viver esse luto, entrar na dor e se permitir senti-la. Mesmo com a tristeza e revolta, é preciso vivenciar tudo isso entendendo que a separação é temporária, pois todos estamos aqui de passagem. As lágrimas queimam o espírito de quem partiu, a dor é aqui e do lado de lá.

Bom Dia: Como acontece o processo de desencarne?

Juliana: O desencarne acontece com o desligamento do espírito até 21 dias antes da morte. Uma questão muito importante que as pessoas têm perguntado frequentemente, é sobre em caso de acidente, se o espírito sente dor. Mas não, ele é desligado minutos antes do acidente para que não sinta nenhum tipo de dor. Em caso de enfermidade, com toda essa questão em que estamos vivenciando, como a covid-19, as dúvidas são maiores. Existe a melhor da morte. A espiritualidade, Deus, são puro amor. Então eles vêm, trabalham uma melhora no corpo que está se preparando para deixar a matéria, acalmando os familiares, amigos, o espírito, e assim ocorre o desencarne de uma maneira mais pacífica e harmônica.

Bom Dia: Após a morte, a pessoa fica desligada para entender tudo que aconteceu?

Juliana: Sim. Vai diretamente para um hospital espiritual onde é trabalhada, tratada e então acorda e vai para uma colônia espiritual.

Bom Dia: Por que a reencarnação é um dos princípios fundamentais para o espírita?

Juliana: Porque é a melhor forma de evoluirmos. No plano espiritual, que é o nosso verdadeiro lar, todos nós somos mestres, então quando desencarnamos nós mesmos nos julgamos por cada erro que cometemos na Terra e imploramos a Deus para poder retornar corrigindo situações e vidas passadas. Viemos em uma determinada família e local por questões realmente de vidas passadas, com a lei do esquecimento, não lembrando quem fomos, somos ou fizemos para poder evoluir. O importante é entender que estamos aqui de passagem. Cumpriu a missão, encerrou-se o ciclo, acontece o desligamento

Bom Dia: - De que maneira as pessoas podem aprender a lidar melhor com toda essa questão? Existem técnicas terapêuticas que auxiliam quem necessita de um maior entendimento sobre esse assunto?

Juliana: A terapia ajuda a fazer com que a pessoa expresse a revolta, angustia e a tristeza de um modo geral. É importante estar em contato com os familiares, amigos e buscar uma técnica terapêutica. Existem muitos casos em que a pessoa acaba mascarando e fugindo para outras situações, mas com o tempo a própria vida vai cobrar para que isso seja vivido e curado.

Eu indico particularmente o Reik que é uma das terapias mais aconselháveis para essa situação e a terapia de vidas passadas, porque vai fazer com que a pessoa acesse suas vidas para trazer a cura e o entendimento de várias situações que esteja ou já tenha passado.

Bom Dia: Na terapia de regressão a pessoa se enxerga em outras vidas com quem partiu?

Juliana: Com certeza, em várias que já tenha vivido.

Bom Dia: Você poderia indicar algumas obras, para que os adeptos à leitura e curiosos sobre o assunto, possam ampliar seus conhecimentos sobre o Espiritismo e o processo de desencarne?

Juliana: Eu indicaria Chico Xavier, todas as obras dele. Zíbia Gasparetto, Luiz Gasparetto. O próprio filme e livro “Nosso Lar”, que nos dá um esclarecimento muito amplo. E eu particularmente, em um momento difícil da minha vida li, “Muitas Vidas Muitos Mestres”, entre outros. “Violetas na Janela” também é maravilhoso.

Bom Dia: Você acredita que toda a visão espírita traz mais esperança?

Juliana: Com certeza. De nada adiantaria virmos para cá e simplesmente terminar tudo com a morte.

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