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Câmara celebra o Dia da Consciência Negra e entrega o Troféu Castelinho a exemplos da luta contra o preconceito

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Por Da Redação regiao@jornalbomdiacom.br
Foto Divulgação

O Dia da Consciência Negra, celebrado em 20 de novembro, representa a luta da comunidade afro-brasileira contra a discriminação e por igualdade. A data – referência à morte de Zumbi dos Palmares, considerado um ícone da resistência à escravidão no país – também busca exaltar o papel exercido pelos negros na sociedade, por meio do reconhecimento às contribuições em áreas como política, cultura e religião.

A fim de prestar a devida e necessária homenagem a esta rica e valorosa história, o Poder Legislativo de Erechim realizou, na última segunda-feira (29), uma sessão especial para entregar o Troféu Castelinho, maior honraria da Câmara, a negros de grande contribuição para o município e que são exemplos de luta contra o preconceito.

Proposta pelos vereadores, Ale Dal Zotto (PSB) e Claudemir de Araújo (PTB), e pela presidente, Ana Oliveira (MDB), a solenidade homenageou o ex-juiz, Antônio Carlos Ribeiro; o professor e militante do movimento negro, Aldori Nascimento da Silva; a ex-rainha do Clube Treze de Maio, Lourdes Pereira; a professora e membro fundador do Movimento Étnico-Cultural dos Negros de Erechim (Mene), Claudete Duarte Milkiewicz; o funcionário público Claudio Artur Santos Oliveira; a professora aposentada, Margarete Fátima da Silva; o gari, Antônio Carlos Gomes da Rosa; o atleta, Jurandir de Jesus; e o Mene, representado pelos membros, Monique Rosset e André Ribeiro.

“É nosso dever combater o racismo”

Representando os vereadores na tribuna, Dal Zotto reforçou a necessidade de que o debate sobre a importância da comunidade afro-brasileira na sociedade e o combate ao racismo não devem ser restritos apenas ao dia 20 de novembro. O parlamentar também chamou a atenção para que Erechim seja mais respeitosa com a história dessas pessoas. “Ao longo de sua centenária história, nossa cidade, inúmeras vezes, negligenciou o papel fundamental destes grupos junto ao desenvolvimento local, e é por isso que iniciativas como cotas e o Dia da Consciência Negra são fundamentais para combatermos todas as formas de racismo”, ressaltou.

“História de valor”

Em nome do Mene e dos demais agraciados com o Troféu Castelinho, o historiador, André Ribeiro, destacou as trajetórias de vida de todos os homenageados, enfatizando o enfrentamento à discriminação. “Quem conhece, quem conviveu com essas pessoas sabe muito bem do valor que elas têm. Graças a todos vocês estamos aqui hoje, que a história de vida de cada um continue iluminando nossa luta contra o racismo e contra o preconceito”, frisou.

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