A sequência positiva do Internacional, após oito jogos de invencibilidade e três vitórias nos últimos três compromissos, foi encerrada na noite de sábado (02), com a derrota para o Atlético-MG, por 1 a 0, no estádio Mineirão, em Belo Horizonte.
Diante da frustação na Copa Libertadores da América, pela eliminação para o Palmeiras, o torcedor atleticano compareceu em bom número ao jogo para apoiar o líder do Campeonato Brasileiro.
O Colorado, tentava repetir uma atuação de gala, como havia feito no Rio de Janeiro, contra o Flamengo, quando fez 4 a 0 nos cariocas. O treinador Diego Aguirre queria uma vitória fora de casa para entrar na zona de classificação à competição continental.
O clube porto-alegrense levou vantagem no primeiro tempo do confronto, conseguindo criar e levar perigo ao gol adversário. O time chegou em duas oportunidades, com a finalização do centroavante, Yuri Alberto, parando no goleiro Éverson, que operou grandes defesas. O alvinegro chegou ao seu gol na etapa final, com a entrada de Keno, que recebeu a bola de Hulk e guardou. Final de jogo, 1 a 0.
A derrota deixou o Inter na 7° colocação e 32 pontos na tabela de classificação. Na próxima rodada, quarta-feira (6), às 19h, enfrenta o Ceará, na Arena Castelão.
Ganhar de qualquer equipe
“Obviamente que o desgaste foi grande. Fizemos um duelo de igual para igual. Não matamos o jogo nas situações que criamos. Vamos continuar trabalhando para uma recuperação, temos opções de trocas. Perdemos jogadores que foram convocados. Senti que foi equilibrado e que podemos ganhar de qualquer equipe, para mim isso é o mais importante”, expressou Aguirre.
Uma troca
Com a meta do seu time sob ameaça, o treinador do Atlético-MG, Cuca, fez duas alterações que foram eficientes na mudança de postura de seus comandados. A partir da entrada de Keno e Savarino, o time passou a pressionar a defesa colorada e teve o gol como resposta. Atrás no marcador, Diego Aguirre fez apenas uma troca, quando colocou Paolo Guerrero na vaga de Dourado.
Na coletiva, Aguirre explicou que “não troquei ninguém porque achei que os jogadores que atuavam estavam bem. Achei que faziam um bom trabalho. Acabamos tomando um gol no final, mas são coisas que podem acontecer. Quem poderia dizer que as modificações iriam ter mudado o resultado? Ninguém pode definir, são hipóteses. Temos que aceitar a derrota e aprender com ela”, disse o técnico.
Avaliação positiva
A avaliação do técnico foi positiva, mas ele enfatizou a queda de rendimento no segundo tempo. “Quando acabou o primeiro tempo, que para mim foi espetacular, percebi que os atletas estavam brigando, jogando com personalidade, superando um adversário muito forte, mas sem marcar. Eles vieram para cima e fizeram o seu gol. Não conseguimos repetir o futebol da primeira etapa na segunda, faltou algo a mais. Quando se enfrenta um time deste nível, se pesa a qualidade individual”.