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União: O braço forte do caminhoneiro

Entidades dão apoio e orientação aos profissionais das estradas

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Caminhoneiros
Por Laura Coutinho - jornalismo@jornalbomdia.com.br
Foto Divulgação

Entidades dão apoio e orientação aos profissionais das estradas

“Se você não for organizado e se unir para lutar pelos teus direitos você não vai conseguir nada, as pessoas precisam entender que se os caminhoneiros param o país também para” com essa afirmação, o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Rodoviário do Alto Uruguai (STTR), Gerson Luis Klosinski, demonstra a importância dos caminhoneiros estarem unidos em busca das melhorias para sua profissão.

O presidente da Coopertrans, Walmor Francisco Bruschi também acredita que a união é um importante fator para a reivindicação de melhores condições de trabalho para os caminhoneiros. “O caminhoneiro de longo percurso vive 80% de sua vida na estrada, em situações muitas vezes precárias, em que falta infraestrutura. É fundamental seguirmos trabalhando e reivindicando melhorias, porque a evolução dos caminhoneiros foi muito grande nos últimos cinco anos, mas a estrutura das rodovias não está acompanhando” comenta Bruschi.
Sindicato
Na região do Alto Uruguai a mobilização pelos direitos dos trabalhadores em transporte iniciou em 1989, e logo após o sindicato ganhou força na região. Atualmente são 19 municípios atendidos pelo sindicato e cerca 4000 sócios, dos quais 60% são caminhoneiros.
“O STTR surgiu da necessidade de se ter uma entidade que unisse e representasse mais fortemente os caminhoneiros nas negociações. Trabalhamos principalmente com os motoristas que atuam em empresas, e nossa função é ser uma ponte entre o patrão e o funcionário motorista, visando sempre o melhor para nossa categoria” explica Klosinski.
Além de lutar pelos direitos dos caminhoneiros o sindicato busca orientar os profissionais quanto seus deveres e a importância da qualificação. “É importante as empresas promoverem a qualificação do motorista desde o começo. A imagem da empresa depende da atuação do transportador no momento da entrega da carga” orienta Klosinski.
Cooperativa
A Coopertrans iniciou seu trabalho em 2000, atuando em Erechim e região, diante da necessidade de organizar o transporte, especialmente de aves, de suínos e de ração. Desde sua fundação umas das preocupações da entidade é fortalecer o transportador/caminhoneiro, melhorar o valor do frete percorrido na região e diminuir o custo operacional do transporte.
A cooperativa atende aproximadamente 720 sócios e cerca de 1.300 colaboradores não sócios, sendo caminhoneiros a grande maioria. Em 2005 com a posse do terreno de 30m² a cooperativa passou a oferecer uma série de serviços para dar suporte ao caminhoneiro. “A cooperativa faz uma parte social, em termos de custo benefício para o transportador, ela se torna uma casa do dono de caminhão, ele adquire suporte e se estrutura para ir para a estrada com a gente” explica Bruschi.
Busca por melhorias
Ambas entidades destacam a importância do profissional para a economia do país, mas também lamentam a situação que os caminhoneiros enfrentam diariamente para exercer sua função.
“Constantemente os caminhoneiros são alvos de críticas, entretanto poucos pensam que o caminhoneiro tem que trabalhar nas estradas que estão em péssimas condições, pagando altos preços pelos pedágios, ficando longe de suas famílias, enfrentando longas jornadas de trabalho e muitas vezes sem um salário justo” salienta Klosinski.
 “Essa é mais uma data que a gente vai passando, e desejamos que tudo o que estamos reivindicando seja atendido, que melhore um pouco. Que o caminhoneiro, o motorista, os transportadores de todas as áreas e todos os tipos de veículos tenham o maior sucesso possível e que consigam fazer uma viagem mais amena, com menos problemas e sempre sonhando que dias melhores virão” finaliza Bruschi.

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