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Sem refrigerantes nas escolas

Medida anunciada pelas distribuidoras de bebidas vale a partir de agosto mas já está em prática em algumas escolas de Erechim

Medida será adotada pelas cantinas a partir de agosto
Por Najaska Martins - najaska@jornalbomdia.com.br
Foto Divulgação

Medida anunciada pelas distribuidoras de bebidas vale a partir de agosto mas já está em prática em algumas escolas de Erechim

Uma decisão tomada neste mês por três fabricantes de bebidas tem movimentado discussões nas cantinas escolares. A Coca-Cola Brasil, a Ambev e a PepsiCo Brasil anunciaram que a partir do próximo mês deixarão de vender refrigerantes às escolas com alunos de até 12 anos ou que tenham a maioria dos alunos nessa faixa de idade. As empresas se comprometeram ainda a comercializar nesses locais apenas água mineral, suco com 100% de fruta, água de coco e bebidas lácteas que atendam a critérios nutricionais específicos, mantendo o foco na hidratação e na nutrição.

Conforme nota divulgada pelas empresas, a decisão leva em conta que “a obesidade é um problema complexo” e que reconhecem seu papel de ser parte da solução. Na decisão consta ainda que “o novo portfólio tem como referência diretrizes de associações internacionais de bebidas. Novos produtos lançados pelas empresas poderão ser incluídos, no futuro, seguindo essas referências”.

Para o ajuste de portfólio, as empresas levaram em conta que nessa faixa etária as crianças não têm maturidade suficiente para tomar decisões de consumo e que, por isso, as fabricantes devem auxiliar a moldar um ambiente que facilite escolhas adequadas.

Conforme notícia da Agência Brasil, a política valerá para as cantinas que compram diretamente das fabricantes e de seus distribuidores. Em relação àquelas que se abastecem em outros pontos de venda (supermercados, redes de atacados e adegas, por exemplo) haverá uma ação de sensibilização desses comerciantes, por meio da qual todos serão convidados a seguir a medida.

Em Erechim

A reportagem do Jornal Bom Dia entrou em contato com algumas escolas para repercutir a decisão. No colégio Marista Medianeira, por exemplo, apesar de a medida ainda não estar em vigor, há dois anos a cantina escolar deixou de comercializar todos os tipos de refrigerantes aos estudantes, de todas as faixas etárias. “A medida foi adotada, embasada na Lei Estadual n° 13.027 de 16/8/2008, que dispõe sobre a comercialização de lanches e de bebidas em escolas no âmbito do Estado do Rio Grande do Sul, de ensino fundamental e médio das redes públicas e privadas, com o intuito de prezar pela saúde dos estudantes e de incentivar o consumo saudável de alimentos e bebidas”, salienta a instituição, através de sua assessoria de imprensa.

Conforme a escola, em razão disso, estas bebidas sequer são procuradas pelos estudantes, “pois já estão habituados a essa mudança dentro do Colégio. As opções de bebidas oferecidas pela empresa terceirizada são água mineral, sucos naturais e industrializados, achocolatados e cafés e chás de máquina”. Sobre as ações de sensibilização, a escola afirma ainda que acredita “serem muito válidas e importantes para mobilizar a comunidade escolar e como um todo”. Além da medida a cantina escolar da instituição dispõe de uma nutricionista para auxiliar nos cardápios, contribuindo para uma organização alimentar. “Na cantina, os chicletes e balas foram substituídos por barras de cereal, e a salada de frutas é oferecida como parte dos lanches comercializados, objetivando sempre incentivar os bons hábitos alimentares”.

Escolhas conscientes

Já na cantina que atende a Escola de Educação Básica da URI Erechim, apesar de refrigerantes serem comercializados, o supervisor do local, Rafael Karpinski, salienta que as escolhas dos estudantes costumam ser conscientes. “A procura é quase zero por parte dos mais pequenos, até porque eles são orientados tanto pelas professoras quanto pelas próprias famílias sobre a escolha de lanches mais adequados”, pontua.

Como alternativa aos refrigerantes, Karpinski cita que há outras bebidas que têm bastante procura. “Além de água, oferecemos sucos naturais, água de coco, cafés... Em geral estes produtos são muito mais buscados pelos estudantes como um todo. De qualquer maneira estamos estudando essa nova medida a fim de nos adaptarmos e para continuarmos oferecendo opções mais saudáveis", ressalta.

Já nas escolas estaduais, conforme a coordenadora adjunta da 15ª Coordenadoria Regional de Educação (CRE) Clarisse Maronesi, apesar de os refrigerantes também serem comercializados, há orientação aos estudantes sobre as escolhas corretas. “Certamente é uma medida a qual iremos nos adaptar, justamente porque somos completamente a favor de tudo que vier a somar positivamente à saúde e bem estar dos alunos”, completa.

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