Apoio da tecnologia tem sido fundamental para auxiliar a diminuição de perdas e aumentar as safras de quem trabalha no campo. É pensando nisso que agricultores de Centenário, na região do Alto Uruguai decidiram investir na pulverização das lavouras com uso de um drone. O equipamento que é importando, tem auxiliando na ampliação da eficiência dos defensivos agrícolas nas lavouras, além de atingir áreas que outras máquinas não conseguiriam.
A ideia
Anderson Dysarz, que trabalha na operação do equipamento há três anos com apoio de um sócio explica que a ideia surgiu através de vídeos na internet. “Eu sou agricultor e pesquisando como poderia melhorar o trabalho de aplicar os fungicidas na lavoura de milho sem o uso de um avião devido a limitação área descobri o drone”, comenda.
Como funciona?
Ele explica que o equipamento modelo DJI-T16, com capacidade de carga para 16 litros, chega a fazer oito hectares de lavouras por hora, pegando uma faixa de até seis metros de aplicação. “Esse drone conta com a vasão média por hectare de até 10 litros, ela poderia chegar a 20 litros, mas teria uma queda de autonomia e essa quantidade que aplicamos tem tido resultados positivos. Em média conseguimos fazer até dois hectares por voo, que dura entre 10 a 12 minutos onde precisa trocar a bateria. Em um dia conseguimos chegar 50 a 60 hectares conforme área”, explica.
Técnica para voo
Dysarz, conta que para operar o drone pulverizador realizou dois cursos, mas foi a prática de trabalhar com o equipamento que lhe vez ter a segurança da máquina. “No início era mais difícil, por que não tinha muitas peças para reposição no mercado, mas com o tempo já tem mudado. Na nossa região esse equipamento ainda é uma novidade, mas ele já vem sendo utilizado em várias partes do país e do mundo com frequência”, destaca.
Avião x Drone
Segundo Anderson é difícil realizar uma comparação de um drone pulverizador com outros equipamentos que realizam o trabalho como um avião por exemplo, isso por que a qualidade e área podem influenciar na aplicação. “Autonomia de uma aeronave é muito maior, mas no que se refere a qualidade e a possibilidade de chegar em áreas que o avião não consegue como lugares íngremes, próximos a postes entre outros é muito maior com drone”, pontua.
Aumento na procura
Conforme Dysarz, o serviço tem tido aumento na procura. “Os produtores tem aprovado principalmente os que trabalham com soja, por que o amassamento que é realizado por exemplo pelo pneu do trator na aplicação dos fungicidas, que antes era uma perda, praticamente paga o valor do voo do drone. Além dele ter um menor impacto ambiental e aplicação mais eficaz e precisa”, finaliza.
País
Segundo Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) o Brasil tem hoje mais de 78 mil drones cadastrados, pouco mais de 1.400 são utilizados em atividades agropecuários, para mapear propriedades, monitorar pragas e realizar a pulverização.