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Normatização: fiscalização reforçada sobre os produtos integrais

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Izabel Seehaber
Por Izabel Seehaber

Anvisa pretende organizar um sistema específico para controlar a originalidade dos alimentos

A diretoria da Anvisa avaliou na semana passada a proposta de iniciativa sobre produtos à base de cereais integrais. A intenção é definir o tipo de regulação necessária para estes produtos. A iniciativa regulatória é o primeiro passo da Agência na normatização dos assuntos sanitários. Este foi um dos pontos da pauta da 16ª Reunião Pública da Anvisa.

O mercado de produtos integrais é considerado promissor no ramo da indústria alimentícia e por isso também requer cuidados essenciais para que o público de consumidores não acabe sendo enganado comprando “gato por lebre”, considerando que, segundo levantamento realizado pelo Instituto de Defesa do Consumidor (Idec), de 14 biscoitos vendidos no Brasil como integrais, apenas três apresentaram realmente farinha de trigo ou cereal integral na composição como principal ingrediente.

A nutricionista Dinaura Copercini considera este um aspecto muito importante e, segundo ela, a Anvisa já devia estar fiscalizando esses produtos há muito tempo. “Já havia a lei e desde 2005 percebemos que não foi mais observada com tanta rigidez. O consumidor, muitas vezes pode estar sendo enganado, comprando um alimento processado que deixa de ser integral e por isso é descaracterizado”, explica, citando que arroz, trigo, aveia e cevada são considerados os produtos integrais.

Dinaura reforça ainda, que além disso, os produtos integrais são geralmente mais caros e por isso, devem atender aos padrões exigidos.

Orientação aos consumidores

De acordo coma nutricionista, todos os consumidores devem ficar atentos para que haja um controle mais rígido no mercado. “O rótulo deve trazer as informações e, ao mesmo tempo, os ingredientes citados devem ser exatamente os mesmos que o alimento possui”, diz.

Os alimentos integrais são indicados especialmente para quem possui problemas de colesterol e diabetes. O conselho é sempre optar pelos integrais e não os processados.

No comércio

O comerciante André Kurtz concorda com a fiscalização e destaca que os vendedores de produtos naturais e integrais também devemos buscar cada vez mais qualidade. “Quanto mais segurança oferecermos, melhor será o produto entregue ao consumidor final”, afirma.

E os cuidados são muitos e envolvem fatores como o armazenamento, descrição das  informações nutricionais e controle das datas de vencimento. “Muitas pessoas não se preocupam mas quando o assunto se refere aos farináceos, por exemplo, são quatro meses a validade”, cita.

André lembra que os produtos integrais também podem estragar facilmente, por isso, os cuidados são específicos e não podem ser adicionadas outras substâncias. “Procuramos orientar também os consumidores para que os produtos mantenham a qualidade”, enfatiza.

 

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