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Aliança estratégica

Parceria entre cooperativas viabilizou a produção e comercialização de citros na região

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Vale do Rio Uruguai é a região propícia para a fruticultura no Alto Uruguai
As parcerias viabilizaram a produção de citros na região, afirma Gilmar
Por Ígor Dalla Rosa Müller
Foto Divulgação

A região do Alto Uruguai conta com cerca de quatro mil hectares plantados de frutas. A cultura que mais predomina são os citros, com cerca de 3.300 hectares e em seguida a uva com 400 hectares.

Em 2020, segundo a Emater/Ascar, a produção de citros foi de aproximadamente 100 mil toneladas o que resultou num valor estimado de R$ 50 milhões. Alguns produtores estão começando a se especializar na atividade. E dos quatro mil hectares que a região tem plantados, tem aproximadamente dois mil produtores que trabalham na atividade, e a média é de dois hectares por família.

De acordo com a Emater/Ascar, o Vale do Rio Uruguai é a região própria para a fruticultura no Alto Uruguai, indo de Marcelino Ramos até Erval Grande, envolvendo Aratiba, Itatiba do Sul, Barra do Rio Azul, Severiano de Almeida e Mariano Moro.

Cooperbemm

Uma iniciativa de fortalecimento da produção e comercialização do setor de fruticultura é a cooperativa Cooperbemm de Mariano Moro. Ela foi constituída em 4 de julho de 2011, e surgiu a partir da discussão de agricultores familiares do município para industrializar a produção de leite local.  

No entanto, segundo o presidente da Cooperbemm, Gilmar Ruaro, devido as dificuldades enfrentadas na implantação da planta industrial, o objetivo principal foi rediscutido, passando a atuar na cadeia produtiva da fruticultura na região do Alto Uruguai Gaúcho, destacando as culturas de laranja, bergamota, maça, caqui e pêssego.

Intercooperação

Gilmar explica que, a partir de 2014, a Cooperbemm ampliou a sua estratégia de intercooperação, se associando a Cooperativa Central de Comercialização da Agricultura Familiar de Economia Solidaria (Cecafes). “Por meio da Cecafes, a Cooperbemm viabilizou a comercialização da produção para outras regiões do Estado e outros estados do país”, disse.

Atualmente, o quadro social da cooperativa é composto por 96 associados dos municípios de Mariano Moro, Severiano de Almeida, Três Arroios, Carlos Gomes e Centenário.

Aliança estratégica

Segundo Gilmar, tendo em vista a importância socioeconômica da citricultura e o potencial produtivo do Alto Uruguai, a Cooperbemm articulou um processo para dinamizar a cadeia produtiva da laranja e estabeleceu uma aliança estratégia com Cecafes, BioCitrus e Firmenich.

“A laranja é comercializada para a BioCitrus de Montenegro, que extrai os sucos e óleos essenciais. Os óleos essenciais são destinados para a Firmenich, empresa transnacional Suiça, que atua no ramo dos óleos essenciais, fragrâncias, aromas e sabores. Assim, por meio desta estratégia de cooperação, a Cooperbemm apresentou evolução significativa nos volumes comercializados, pagando preço digno e no prazo certo aos seus associados”, observa.

Colheita

Ele comenta que a colheita da citricultura começa no mês de março com as variedades da bergamota precoce; em abril, a laranja de umbigo, variedades do cedo; e de maio em diante, a laranja para suco (valência) que tem a maior produção no município e vai até dezembro; junho também inicia a colheita das bergamotas tardias.  

Preços

O presidente da Cooperbemm comenta que os preços variam conforme a qualidade, variedade da fruta e da época de comercialização. “No começo da safra inicia com preço mais baixo, e vai subindo conforme vai decorrendo a safra”, disse.

Laranja orgânica

No ano passado, a cooperativa iniciou o projeto para produzir laranja orgânica, em conjunto com a Cecafes. O objetivo é buscar a produção certificada, oferecendo assim aos consumidores um produto sem uso de agrotóxicos, e conseguindo elevar significativamente o preço de comercialização para o produtor

Avaliação

Na sua avaliação, as parcerias viabilizaram a produção de citros na região. “Porque com as parcerias conseguimos implementar os carregadores centrais, por região, que facilitam o carregamento da fruta, e, consequentemente, alavancar os preços que estavam defasados, trabalhando com um valor viável para o produtor”, afirma.

Além disso, enfatiza Gilmar, a parceria oportunizou a contratação de um engenheiro agrônomo para prestar assistência técnica para todos os associados, demanda necessária para melhorar a qualidade da produção no campo.   

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