Presidente do Sindicato Rural acredita que projeto pode auxiliar principalmente pequenos produtores
Na semana passada, uma reunião-almoço realizada no Polo de Cultura da Accie, em Erechim, abordou a proposta de um plano energético a nível de Estado. O tema recebeu destaque e sinalizou para uma realidade preocupante inclusive na região. Na ocasião esteve presente o diretor técnico da Secretaria Estadual de Minas e Energia, José Francisco Braga. Entre os aspectos destacados, está a importância de reduzir a dependência do petróleo como fonte de energia. Outro alerta se refere aos reservatórios das usinas que estão cada vez mais baixos. Entre os objetivos está a identificação do potencial energético com destaque para as fontes que podem ser melhor exploradas e que propiciem maior desenvolvimento econômico. O desafio do plano é reduzir a participação do Petróleo e derivados em 15% até 2015.
O presidente do Sindicato Rural de Erechim, João Picoli, que também é membro do Conselho de consumidores, salientou que o grupo começou a trabalhar em todo o país, em todos os 64 Conselhos, para que fosse solicitado o "Energia para todos". Segundo ele a receptividade foi positiva e o governo do RS de imediato ofertou a energia trifásica nas propriedades. "Isso porque muitos agricultores que possuem agroindústria, além dos produtores de leite, de suínos e de aves, estavam enfrentando muitos desafios e registraram prejuízos nas quedas de energia elétrica", explicou, pontuando que a população de Erechim está preocupada com o assunto. "Precisamos organizar algumas ações para levar mais energia às propriedades. Tivemos esse resultado positivo, pois as entidades representativas da região e distribuidoras se mobilizaram na participação desse programa que integra o plano de trabalho do governo", reiterou.
Picoli reforça que, aos produtores que tem uma boa produção a orientação é que organizem uma estrutura com gerador.
Investimento
A ideia proposta é que a distribuidora contribua com uma parte no valor a ser investido nas melhorias de fornecimento de energia, e o restante seja dividido entre os produtores e o governo. "O Banco do Brasil já afirmou que há condições de financiar o investimento da rede geral até a propriedade", completou dizendo ainda, que não há uma previsão para a teoria ser colocada efetivamente em prática.
Medidas para auxiliar
Enquanto outros países já desenvolvem a muitos anos alternativas de energia renováveis, tais como usinas utilizando a casca do arroz, bagaço da cana e outros materiais, no Brasil esses investimentos muitas vezes esbarram nos custos. "São tecnologias que vem surgindo e aqui ainda não foram investidas, principalmente em razão de recursos para investimento. Outra alternativa é a energia solar. Temos que mudar nosso pensamento e agir com mais consciência, pois há risco de um dia faltar energia e não podemos depender somente dos reservatórios", declarou.
Ao mesmo tempo, o presidente do Sindicato diz que os preços para esses investimentos teriam que ser mais acessíveis.