O Campeonato Gaúcho 2021 começou no último sábado, 27, e o time de Erechim abriu a primeira rodada jogando contra o time de Ijuí, o São Luiz, e vencendo por 3 a 0.
A forma de disputa da competição será equilibrada nesta primeira fase, onde jogam todos contra todos em turno único.
O retorno
Em 2017, por conta de instabilidade nos resultados, o time do Ypiranga acabou sendo rebaixado para a Divisão de Acesso. Com isso em 2018 foi o ano de se reerguer em busca da vaga na divisão principal, o que acabou não se concretizando.
No ano seguinte, a redenção veio nos pênaltis em jogo contra a dura equipe do Glória de Vacaria, no Estádio Altos da Glória. A semi-final vencida garantiu seu retorno. Seria na final, os dois jogos vencidos pelo Canário, que o torcedor viu o título caindo em seu ‘colo’. A vitória em Bento Gonçalves, marcava o quinto título da divisão de acesso e, mostrava que o Ypiranga tinha camisa para estar brigando entre as principais equipes do estado.
Novo ano, novas perspectivas. 2020 chegou, com a mentalidade da equipe comandada por Paulo Henrique Marques, de que a principal obrigação do grupo era se manter: não apenas pela dificuldade de jogar uma ‘segundona’, e por que a equipe poderia apresentar um bom futebol.
Comemorou-se muito quando na primeira fase, o Ypiranga chegou a semi-final, mesmo que depois não conseguisse avançar.
Torneio
A forma de disputa desta edição do Campeonato Gaúcho, já foi definida e coloca as 12 equipes participantes jogando em único turno. Apenas os quatro primeiros colocados serão disputantes ao título, em jogos de semi-finais. Duas equipes, serão rebaixadas.
Esse calendário, era o que tradicionalmente disputava-se na série A do Gauchão. Cada jogo é estritamente importante quando se joga dessa forma, por apresentar poucas partidas, em um período muito curto tanto de preparação, como de logística e jogos. No ano do rebaixamento, 2017, o Ypiranga jogou nestes moldes.
O atual presidente Adilson Stankiewicz foi entrevistado pela equipe do Jornal Bom Dia e disse: “Perdemos três jogos em sequência e isso foi preponderante para que caíssemos”. Para ele, iniciar o campeonato obtendo resultados negativos, é o que faz com que o desastre se confirme.
“Não podemos bobear”
A permanência na elite do futebol estadual traz consigo um cenário de grandeza para as equipes do interior. O Ypiranga por ser quase um time centenário e competir pela terceira divisão do Brasileirão, se exige que dispute em alto nível.
A direção do clube afirma que a queda está longe de qualquer expectativa. Apesar disso, reconhece que é uma possibilidade e que o campeonato é difícil. Qualquer previsão é incerta e nenhum clube está absolutamente livre de complicações. “Quem está na chuva é para se molhar”, brinca o presidente Adilson colocando o Ypiranga como uma equipe que vai brigar jogo a jogo pelo resultado.
“Todos os jogos são como finais”, definiu ele, sobre cada rodada ser importante na briga pelos 3 pontos.
O ano de 2020 foi absurdamente caótico em todos os sentidos, no futebol não foi diferente. Um período sem poder realizar jogos e nem treinos. O prejuízo ainda maior, além da ausência das partidas, foi o público não poder estar no estádio. Isso se repete para este novo ano. Financeiramente o ‘tombo’ foi grande. Problemas que se estendem até este momento.
Porém, em certa medida, foi possível que as equipes se reestruturassem. Estar em uma divisão superior faz isso tornar-se realidade. Agora, encarar um rebaixamento, do ponto de vista de receita, caixa e financeiro, é um desastre.
“Os problemas financeiros se agravam com uma queda”, disse com ênfase Adilson, declarando que é uma preocupação latente da direção garantir que isso não venha a se repetir. “Da para dizer que é um fantasma que não pode acontecer. Não condiz com a grandeza do Ypiranga”, concluiu o presidente.