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Relacionamento: “respeito e comprometimento são imprescindíveis”

Em conversa com o Bom Dia, a psicóloga clínica Débora Cidade elencou o que é importante para manter um relacionamento

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Débora Cidade, psicóloga
Por Jéssica Scartazzini - jornalismo@jornalbomdia.com.br
Foto Jéssica Scartazzini

Em conversa com o Bom Dia, a psicóloga clínica Débora Cidade elencou o que é importante para manter um relacionamento 

Respeito, amor, união e comprometimento são fundamentais para manter um relacionamento. Em conversa com o Bom Dia, apsicóloga clínica Débora Cidade ressaltou a importância destes quatro itens como importantes para manter um namoro, noivado ou casamento. “Respeito e comprometimento são imprescindíveis entre ambos, em que um deve se doar ao outro. Saber ouvir e compreender o que cada sente, para que possam crescerem juntos neste relacionamento e assim, permanecerem juntos e felizes. Desta forma, um bom relacionamento propicia auto estima e segurança para os dois”, explicou a profissional.

Conviver com alguém significa ter que lidar com as diferenças.Não existem no mundo duas pessoas iguais, portanto as diferenças surgem a cada instante. Conforme a psicóloga, para se ter um relacionamento saudável é preciso jogo de cintura.  “Não basta apenas gostar. O amor se completa com sintonia. Por vezes, casais com personalidades muito diferentes convivem até melhor que casais que acreditam que os gostos são   semelhantes. Tudo vai depender de como eles lidam com isso e qual é a importância que dão ao fato”.

Débora ainda destaca que as diferenças devem ser usadas para enriquecer a relação. “É preciso aprender a respeitar a identidade de cada um, viver novas experiências e, até mesmo, passar a gostar de algo que julgava ruim e aprender a entrar em um consentimento entre ambos”, disse. Quando as diferenças incomodam além    da conta, ao ponto de haver brigas entre o casal, é hora de reavaliar o relacionamento. "Vale a pena uma vida onde a tristeza émuito maior e a alegria praticamente deixa de existir apenas em nome de estar com alguém?"

Para ela, a felicidade deve existir em todo relacionamento. A psicóloga diz que casais homoafetivos devem exigir respeito. “Eles têm o direito à felicidade, ou seja, de fazerem suas escolhas, nas quais acreditam serem para sua felicidade. Pois um casal homoafetivo pode ser feliz como qualquer outro casal (independente de raça e de cor)”.

Entretanto, Débora destaca que é preciso ter cautela em relação a esses ganhos (direito à busca da felicidade) já que as transformações psicossociais engendradas nestes mesmos parâmetros jurídicos exigem um processo lento e contínuo de superação de resistências e preconceitos. “Esta constatação nos leva a antever um longo e difícil tempo de tensões e conflitos até que seja possível o reconhecimento social de qualquer tipo de escolha amorosa e de constituição de família – desde que essa escolha não negue a responsabilidade ética de respeitar o direito do outro, um código fundamental da convivência humana”.

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