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Segurança

Delegada Diana Zanatta fala sobre vinda de viaturas semiblindadas para a região

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Cerimônia de entrega dos novos veículos ocorreu em frente ao Palácio Piratini
“Para Erechim, receberemos, espero que em breve, mais dois veículos para a Policia Civil”, disse a d
Por Alan Dias com informações da Ascom
Foto Polícia Civil/Fabiano Pessoa/DCS e Alan Dias

O governo do Estado concretizou na terça-feira (5) uma mudança de paradigma no suporte de proteção aos policiais gaúchos.

Em cerimônia em frente ao Palácio Piratini, na capital, o governador Eduardo Leite e o vice-governador e secretário da Segurança Pública, delegado Ranolfo Vieira Júnior, entregaram à Polícia Civil 41 viaturas semiblindadas, zero quilômetro – outras quatro estão em produção e chegam nos próximos meses. É a primeira vez na história do RS que efetivos das forças de Segurança Pública recebem veículos, adquiridos pelo Estado, com proteção balística para uso na rotina de policiamento e operações.

A instituição gaúcha é a primeira Polícia Civil do país a receber viaturas com escudo balístico. O investimento total para a aquisição dos veículos do modelo Duster, da Renault, foi de R$ 6.190.614,45.

 

Região

As viaturas serão distribuídas para diferentes cidades e de acordo com a lista divulgada pelo governo estadual, duas delas foram destinadas para a região de atendimento da 11ª DPRI (Delegacia de Polícia Regional do Interior). Os municípios beneficiados são Itatiba do Sul e Getúlio Vargas. Barracão, pertencente a 15ª DPRI, também receberá um veículo. De acordo com a delegada titular da 11ª DPRI, Diana Casarin Zanatta, “a reposição da frota, com veículos adequados para trafegar também em estradas não pavimentadas, e com a segurança necessária ao trabalho policial é necessária e, portanto, bem-vinda”.

 

Para Erechim

A delegada diz ainda que, “para Erechim, receberemos, espero que em breve, mais dois veículos para a Polícia Civil - uma camionete e outro SUV - também com proteção bélica, adquiridos com verbas oriundas do ICMS que empresas locais destinaram para esse propósito, ao contribuírem com o PISEG.

 

Trabalho impacta na redução da criminalidade

“Entendo que o sucesso do nosso trabalho impacta sobremaneira na redução da criminalidade, pois a melhor prevenção é a repressão qualificada, que faz com que o criminoso repense antes de cometer o crime, certo de que ele não ficará impune. Logo, é preciso que se lembre, que esse sucesso depende de que tenhamos os insumos adequados, veículos e armamento apropriados, equipamentos tecnológicos e ferramentas de inteligência, para se somar ao excelente material humano, que é o que temos de melhor”, disse Diana em conversa com a reportagem.

 

Valorização

A delegada finalizou a conversa falando sobre a valorização do efetivo. “Que em 2021 sejamos contemplados com mais estrutura de trabalho, mas que também tenhamos novo aporte de novos policiais civis. Espero também que todo o empenho dos policiais civis da região, num ano tão difícil como foi 2020, seja valorizado pelo governo do Estado, com o anúncio da tão aguardada promoção aos policiais civis”.

 

Mais resistente que o aço

A tecnologia de blindagem utiliza na carroceria dos carros mantas com nove camadas do tecido de fibra de aramida, mais leve que o aço e com capacidade de resistência quatro vezes maior. A proteção instalada é do nível III-A, que suporta disparos de todos os tipos de arma de mão, como pistola .40 e 9mm.

O sistema de aplicação utiliza somente peças inteiras de manta, moldadas exatamente de acordo com a área a ser coberta. O mesmo é feito nas partes que recebem reforço em aço, com peças estampadas no formato idêntico ao do desenho de projeto das montadoras, o que facilita a instalação e qualifica o nível de proteção ao eliminar a necessidade de emendas.

 

Vidros

Nos vidros, a blindagem é composta pela sobreposição de materiais para assegurar a resistência balística padrão: são três camadas de vidro, intercaladas com uma de aço, duas de película plástica PVB (polivinil butiral), além de selante de poliuretano (PU) e uma última de plástico policarbonato. Para cada uma das unidades adaptadas, é emitido um certificado de blindagem junto ao Exército, vinculado ao chassi do carro, garantindo a rastreabilidade do material de uso restrito.

Para assegurar a qualidade da proteção, representantes da Polícia Civil e da Brigada Militar verificaram de perto todo o processo de adaptação dos veículos.

 

Origem da verba

A verba tem origem em emenda da bancada federal gaúcha no Congresso, proposta em 2019, no total de R$ 6.194.813,00 (R$ 5.473.314,00 do repasse da União e R$ 721.499,00 de contrapartida financeira do RS) - a diferença, resultado do processo final de licitação, retorna para o governo federal. O êxito na gestão do convênio permitiu aquisições acima das metas planejadas.

 

Previsão inicial

A previsão inicial era de compra de 41 viaturas por R$ 151.093,00 cada (preço do orçamento para aprovação do projeto), uma por município, conforme indicação realizada pelos deputados federais e senadores gaúchos na proposição da emenda, em 2019. Com a economia da licitação realizada pelo governo, que fixou o valor unitário de R$ 137.569,21, foi possível utilizar a sobra do recurso para aquisição de outros quatro veículos, também um por cidade, com destinação definida pelo planejamento da Polícia Civil.

 

Brigada Militar

Além das 45 viaturas destinadas à Polícia Civil, a SSP planeja entregar nos próximos meses 176 viaturas semiblindadas, elevando o investimento total para R$ 35,2 milhões. À Brigada Militar, serão entregues 103 Dusters, também com recursos da emenda de bancada federal, no total de R$ 14.172.966,55 (sendo R$ 12.741.290,55 do repasse da União e R$ 1.431.676,00 de contrapartida financeira do RS).

A corporação também deve receber 53 pick-ups Hilux, no valor de R$ 10.838.500,00, com recursos de transferência do Fundo Nacional de Segurança Pública para o Fundo Especial da Segurança Pública (FESP) do RS. A partir da mesma origem, outros R$ 4.090.000,00 vão custear 20 pick-ups Hilux para a Polícia Civil.

 

Força policial mais protegida

"Precisamos de uma força policial mais protegida para atuar. Temos uma polícia qualificada, tanto na Polícia Civil como na Brigada Militar, que atuam com muita dedicação e esforço. Mas, antes de tudo, esses policiais são seres humanos, com maridos, esposas, filhos, a quem desejam voltar com segurança. É tarefa de quem governa evitar ao máximo a perda dessas vidas e, por isso, colocar tecnologia, armamento e reposição de pessoal à disposição desses agentes para que possamos ter a força de segurança em um tamanho suficiente para enfrentar a criminalidade", detalhou o governador Eduardo Leite.

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