A prefeitura de Erechim teve aprovado no ano passado (2019) pela Câmara de Vereadores, projeto sobre o perímetro urbano de Erechim, que passa a BR 480, desde a pracinha em frente ao portão do Frigorífico Aurora (onde tinha uma placa de bem-vindo a Erechim), até a saída para Barão de Cotegipe. Esse projeto autorizou o município a pegar esse trecho em patrimônio.
Extensão do Plano Diretor
O objetivo do município, foi estender um pouco mais o perímetro urbano, já contemplado pelo Plano Diretor e que regulariza várias situações de obras antigas do Bairro Três Vendas (principalmente recuos). A Escola Roberto Teódulo, que tem dificuldades de conseguir recursos, entrou nessa situação, entre tantas outras nesse trecho.
Regularização
A aprovação era necessária, para que a secretaria de Obras encaminhasse documentação para o DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes), para posterior vistoria do local, e após essa análise fazer ou não a transferência de propriedade para o município, para que possa regularizar a situação das construções que estão sobre a rodovia.
Os técnicos estiveram em Erechim
Desde 2008, que o município requer esse trecho. Em conversa com o secretário de Obras Públicas de Erechim, Vinícius Anziliero, nessa semana, afirmou que os pedidos e o projeto aprovado pelo Legislativo foram entregues para o DNIT. Os técnicos estiveram em Erechim, para avaliar o trecho, e fizeram um estudo preliminar e orçamento muito maior que o esperado, para repassar em definitivo a parte da BR 480 pleiteada, em definitivo para o Executivo erechinense.
Os custos
Trata-se da construção de um contorno na cidade (nova rota asfaltada) de quem vem pela BR 480 de Barão de Cotegipe, ligando à BR 153, conforme imagem que ilustra essa matéria. O custo de implantação e pavimentação, através de simulações feita pelo DNIT, é em torno de R$ 50,4 milhões: “observa-se que os valores estão em acordo com os custos médios gerenciais executados pelo Departamento, que é em torno de R$ 4,75 milhões por quilômetro, sendo o valor mais elevado para as interseções, se devendo pela previsão de aterro de encontro com a BR 153”, relataram os técnicos do Dnit. E nestes valores não estão incluídas as indenizações para proprietários de terras, num trecho em torno de 10,5 km.
Não é projeto do município
Anziliero acredita que logo o DNIT repassará ao município o trecho pretendido, pois passou por todas as comissões necessárias e já fizeram a vistoria no local: “nós solicitamos até o fim do perímetro urbano. O DNIT achou um trecho de interseção para alterar a via. Resumindo eles irão fazer a doação para municipalizar esse trecho, mas querem a continuação da BR 480. Por isso criaram esse contorno pela cidade ligando as duas rodovias federais. Um projeto deles e não do município. Agora se irá sair ou não é outra história, mas a ideia deles é fazer esse eixo por fora”, finaliza Anziliero.