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Ensino

Equipe da CRE concede entrevista ao Bom Dia

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Equipe da 15ª Coordenadoria Regional de Educação
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Por Najaska Martins - najaska@jornalbomdia.com.br
Foto Najaska Martins

A educação do Estado convive, há quase 20 dias com uma greve que mobiliza professores e alunos em paralisações e ocupações de escolas. Embora na região de abrangência da 15ª Coordenadoria Regional de Educação (CRE) atualmente não haja adesão de instituições ao movimento, a mobilização tem trazido à tona diversas problemáticas que permeiam o ensino.

Para esclarecer os pontos elencados como motivos para a paralisação dos professores e das ocupações de alunos em escolas, uma equipe da CRE atendeu o Bom Dia e comentou as demandas da mobilização, ressaltando as especificidades da região.

Greve e ocupação

Conforme a coordenadora adjunta Clarice Maronesi, atualmente responsável pela CRE, a greve é um direito que todos os professores têm. “É um direito e precisa ser respeitado. Na nossa região tivemos apenas o caso da escola JB. Dos 104 funcionários, 52 estiveram paralisados, debateram suas pautas e reivindicaram seus direitos de maneira politizada e respeitosa. Entretanto, dadas as condições em que o Estado se encontra, a greve foi finalizada em uma semana. Os alunos mobilizaram-se juntos”, esclareceu.

Ela destacou ainda que a partir de agora os professores precisam estabelecer um plano de recuperação das aulas e falou da mobilização de alunos em Erval Grande. “Um grupo de alunos protestou, reivindicou melhorias para a escola, no entanto, apenas reuniu-se em uma noite na instituição e o movimento foi finalizado no dia seguinte. Portanto, não caracterizamos isso como ocupação, mas apenas um protesto”, pontuou.

Falta de professores e funcionários

Clarice admitiu falta de professores nas escolas da região, mas caracterizou estas faltas como pontuais. “Nestes casos, o que se busca é remanejar professores que em alguns casos estão em outros setores das escolas. Não havendo essa possibilidade, se busca em outras escolas e, em últimos casos se recorre à secretaria de Educação. As equipes diretivas estão entendendo bem este momento e resolvendo estas questões”, salientou, destacando que Língua Portuguesa, Inglesa e Espanhola são as áreas com maiores problemas.

Quanto aos funcionários, ela destacou que a quantidade é definida seguindo critérios como número de alunos e demandas escolares. “Cada escola tem o número de funcionários de acordo com as necessidades que possui. Temos uma certa carência, a propósito, nosso maior desafio é suprir as necessidades de recursos humanos, mas temos trabalhado da melhor maneira possível dentro das condições que temos e para isso pedimos a compreensão da comunidade escolar ”.

Infraestrutura e autonomia financeira

Responsável pela chefia administrativa da 15ª CRE, Nerilde Menosso, falou acerca das questões referentes à infraestrutura. “As obras emergenciais estão sendo realizadas através do Sistema de Gestão de Obras (SGO). Várias escolas estão contempladas dentro deste sistema. Em questões menores, como pequenos consertos, por exemplo, a solução é feito pela autonomia financeira da escola. Já as demandas que não são emergenciais estão sendo encaminhadas e, embora demorem, serão feitas. Já temos várias dessas demandas programadas para iniciar”, explicou. “Na medida do possível o que chega até nós estamos atendendo, dentro do que o financeiro do Estado permite”, completou.

Em relação à autonomia financeira das escolas, Ana Maria Longo, que atua neste departamento na CRE ressaltou que os repasses estão praticamente em dia. “Temos alguns atrasos em decorrência de trâmites relacionados à documentação dos novos diretores. No mais, as escolas estão recebendo normalmente. Assim que as documentações estiverem concluídas, as instituições que ainda não receberam terão seus repasses normalizados e receberão os valores retroativos”, esclareceu.

Merenda escolar

Quanto à demanda da merenda escolar, a Ariane Toso, esclarece que a verba federal referente ao Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae) está em dia. “Nesse caso as principais reclamações são referentes ao valor repassado, que é de R$0,30 por estudante. Em um período em que os alimentos sofreram reajustes, esse valor se manteve intacto e esse é um dos motivos das críticas”, disse. Além disso, Ariane explica que as escolas com menos de 100 alunos recebem um valor complementar para a alimentação, que embora tenha passado por atrasos, já está sendo regularizado.

Boas gestões escolares

Por fim, Clarice enfatiza que embora existam problemas nas instituições da região de abrangência da CRE, a coordenadoria se destaca positivamente em relação às outras do Estado. “Nosso diferencial tem como base o trabalho de gestão que cada equipe diretiva faz em sua escola. Com o gerenciamento correto, as coisas funcionam e é isso que tem feito a diferença”, diz, citando ainda o comprometimento da comunidade com as instituições como motivo para o bom andamento dos trabalhos na coordenadoria.

 

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