Escola garante que problema já foi solucionado e pede colaboração dos responsáveis para garantir a segurança dos estudantes
A falta de monitores responsáveis pelo cuidado dos estudantes tem sido motivo de preocupação para pais e responsáveis de alunos da Escola Estadual Haidée Tedesco Reali, de Erechim. No horário de entrada e saída das aulas, a movimentação no local é intensa, especialmente na primeira hora da tarde que coincide com o grande deslocamento de pessoas para o trabalho.
A dona de casa Aline Fernanda Martarello, mãe de uma estudante de nove anos teme que a ausência de monitores gere riscos principalmente às crianças. “Minha filha vai à aula de micro, no entanto, em uma determinada oportunidade fui acompanhá-la e percebi que não apenas ela, mas todas as demais crianças ficam expostas à rua, sem ninguém cuidando. Como são crianças, acho perigoso. Além disso, qualquer pessoa tem acesso à escola já que os portões ficam abertos”, relatou.
Da mesma forma, Márcia Herdes, mãe de outro aluno, de seis anos, se diz preocupada com a segurança das crianças. “Como o portão fica aberto, qualquer criança pode ir para a rua e como o movimento é intenso, pode até acontecer um acidente. Também faltam pessoas para cuidar o intervalo das crianças”, diz.
Para garantir a segurança do filho, Márcia afirma que tomou por hábito levá-lo e esperar até que ele entre na sala de aula. “Essa foi a forma que encontrei para me sentir mais segura. O deixo na escola e só retorno para casa após todos terem entrado”, completa. Em ambos os casos, as mães relataram que contataram a escola pedindo soluções para o problema, sendo informadas da falta de pessoal para realizar este tipo de serviço.
“Nos viramos como podemos”
A diretora da Escola Haidée, Tania Pavan, confirmou à redação do Bom Dia a notícia de que falta funcionários na escola, no entanto, destacou que o problema já foi solucionado. “Na verdade nunca tivemos uma pessoa para cumprir especificamente esta função, nós nos viramos como podemos, pois faltam funcionários. Ficamos, de fato, um tempo sem alguém para monitorar a entrada dos alunos, mas já resolvemos esse problema e hoje duas pessoas revezam esta função a fim de garantir mais segurança aos alunos”, pontuou.
Além disso, a diretora relata que a escola contava com a ajuda de um policial da Brigada Militar que auxiliava na organização do trânsito na hora da entrada dos estudantes em alguns dias da semana. Entretanto, por ter se acidentado, ele deixou de prestar o serviço em frente à instituição. “Só o fato de ele estar ali já dava mais segurança aos pais e alunos. Acredito que por ter se ausentado, os pais ficaram mais preocupados”, diz.
A diretora pede a colaboração dos pais em relação ao horário de entrada na escola e quanto à segurança dos estudantes. “Infelizmente muitos pais mandam os filhos à escola muito adiantados e, por isso, deixamos os portões abertos para que eles possam entrar. No entanto, por chegarem muito cedo, acabam ficando muito tempo ociosos até o horário de entrada”, afirma.
Por fim, a diretora ressalta que, por medida de segurança, a orientação às monitoras é que, depois de entrarem, os alunos não saiam mais. “Pedimos aos pais que mandem seus filhos mais perto do horário e que, na medida do possível, acompanhem eles pelo menos até o portão, isso ajudaria a escola, pois nós já fazemos o que está ao nosso alcance e estamos abertos ao diálogo sempre”, completa.