Na manhã de sexta-feira (14), a Polícia Civil realizou a Operação Rajada II, nos municípios de Getúlio Vargas, Sertão, Bagé e Erechim. Foram cumpridas 19 ordens judiciais de busca e apreensão, 13 prisões preventivas, uma em flagrante, além da apreensão de um menor em flagrante. As ordens judiciais foram expedidas pela Comarca de Getúlio Vargas.
Quatro meses de investigação
A operação é resultado de aproximadamente quatro meses de investigações conduzidas pela Delegacia de Polícia de Getúlio Vargas, e objetivou desarticular uma quadrilha envolvida no tráfico de entorpecentes e no envio de veículos furtados/roubados para outros estados e, até mesmo, outros países. Conforme a polícia, o grupo planejava ainda executar pelo menos três roubos a banco na região norte do Estado, que foram evitados a partir de ações da Polícia Civil, desenvolvidas entre os meses de maio e junho.
Primeiras prisões
A ação teve início em 26 de maio, com a prisão de dois indivíduos, sendo que um deles era um conhecido assaltante de bancos e se encontrava foragido do sistema prisional. Com a prisão destes criminosos, novos suspeitos passaram a ser investigados até que foi desencadeada a primeira fase da Operação Rajada, em 4 de junho, que culminou com a apreensão de armas, dentre as quais, uma submetralhadora.
Rede criminosa
A partir da primeira fase da Operação Rajada, verificou-se a existência de uma rede de criminosos, que possuía como vínculo comum o tráfico de entorpecentes. Este grupo seria o responsável por grande parte do tráfico de drogas em Getúlio Vargas, porém atuaria em toda a região norte.
Uma das formas de financiar o tráfico e manter a estrutura financeira do grupo era através do cometimento de roubos e receptação de veículos furtados/roubados, que eram destinados para fornecedores de entorpecentes de outros estados e países.
Fuga dos líderes
Com a intensiva da Polícia Civil, em junho, as lideranças da organização criminosa fugiram de Getúlio Vargas, indo se esconder em Erechim e São Gabriel. Após um contínuo trabalho de investigação, aliado aos serviços de inteligência policial, o principal líder da quadrilha foi localizado hoje, em Erechim, onde permanecia escondido. Outro membro da organização criminosa, teria fugido para São Gabriel e foi preso também durante a operação.
14 presos
Participaram da operação 139 policiais civis, das regiões de Erechim, Passo Fundo, Vacaria, Soledade, Carazinho, Bagé e Cruz Alta, e foram empregadas 45 viaturas. Foram localizados e presos 14 indivíduos, dos quais, 13 possuíam mandados de prisão preventiva em seu desfavor, e um que foi preso em flagrante por posse de arma de fogo com numeração raspada. Dois dos indivíduos que possuíam mandados de prisão, também foram autuados em flagrante porte ilegal de arma de fogo de uso restrito e por tráfico de drogas. Foi apreendido ainda um menor de idade, por ato infracional análogo aos crimes de tráfico de drogas e posse de arma de fogo.
Após a lavratura de todos os documentos pertinentes, os presos foram encaminhados ao Presídio de Getúlio Vargas. O menor foi apresentado ao Ministério Público.
Armas e munições
Sete armas foram apreendidas, dentre as quais, quatro revólveres e três espingardas, assim como munições de diversos calibres. Dois veículos utilizados pela organização também foram apreendidos, uma VW/Parati e um Renault/Logan. Foram apreendidas ainda porções de maconha e de cocaína, celulares, balanças de precisão, lunetas, toucas ninja e outros petrechos.
Restabelecer a ordem
Segundo o delegado titular da Delegacia de Polícia de Getúlio Vargas, Jorge Fracaro Pierezan, “as ações de hoje pretendem reestabelecer a ordem social na cidade, e demonstrar que a Polícia Civil estará sempre atenta a estes grupos que pretendem impor o crime ao cotidiano da população getuliense”.
A delegada Regional de Erechim, Diana Casarin Zanatta, parabenizou os envolvidos na investigação e na execução da operação, dizendo que mesmo que estejamos vivendo um período difícil de pandemia, a Polícia Civil não para nunca.