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Rural

Trigo: opção por rendimento

Produtor de Sertão, Rafael Fontana, ampliou área e vai cultivar 115 hectares neste ano para fazer rotação de cultura, otimizar maquinário e ter lucro

"O trigo se trata de uma cultura econômica como uma segunda safra, e não mais como anos atrás, quand
Por Ígor Dalla Rosa Müller
Foto Divulgação

As culturas de inverno, como o trigo, têm um papel importante na produção de alimentos, para geração de riquezas, além de auxiliar o próprio sistema produtivo agrícola.

O produtor de Sertão, Rafael Fontana, da Linha Caçador, planta trigo há anos devido à importância dessa lavoura para rotação de cultura e otimização do maquinário. “Planto trigo há muitos anos, e este ano estou com uma área de cultivo de 115 hectares”, afirma.

Ele comenta que a cultura até o momento está em bom desenvolvimento passando do perfilhamento para fazer a elongação. “Estou fazendo manejo de doenças fúngicas, que estão um pouco agressivas, aliadas a altas temperaturas, mas de modo geral, a lavoura está muito boa e a expectativa de colheita é de 4200 kg por hectare”, afirma.

Rafael explica que em função de plantar em área própria e ter semente multiplicada, o custo de produção fica bem em conta. “Insumos adquiridos no início do ano num preço melhor também contribuem para isso”, diz.

Neste ano, o produtor de Sertão ampliou a área cultivada devido à desistência do cultivo de cevada, que tem deixado de ser atraente pela questão da classificação das empresas que não valorizam o produto. “E como tenho armazenagem na propriedade, fica mais atraente segregar o trigo e arriscar um preço um pouco melhor alguns meses depois da colheita”, comenta.

Na sua avaliação, o mercado está bem otimista e, no momento, ele espera que, na colheita, os preços se mantenham nos patamares atuais. “Hoje, o trigo se trata de uma cultura econômica como uma segunda safra, e não mais como anos atrás, quando se considerava ocupar a terra no inverno e arriscar talvez um retorno. Devido à tecnificação da produção e variedades melhores se consegue bons resultados de produção e qualidade”, explica.

Conforme o agrônomo da Emater de Sertão, Edgar Frank, o aumento de área no município se deve, basicamente, na sua avaliação, para os produtores recuperarem as perdas da safra passada de verão. “A cultura está muito boa, com 5500 hectares plantados de trigo, os produtores estão aplicando nitrogênio, e as primeiras aplicações de fungicidas. No geral está bom”, afirma.

 Alto Uruguai

Segundo engenheiro agrônomo, Luiz Angelo Poletto, assistente técnico regional em Sistemas de Produção Vegetal da Emater/RS-Ascar, houve um incremento de área nas culturas de inverno para 32.050 hectares, um aumento de pouco mais de 11% em relação à safra passada.

Trigo

“O trigo está em fase de desenvolvimento vegetativo. Muitos produtores já fizeram adubação nitrogenada, e estão inspecionando as lavouras com o objetivo de fazer os tratamentos”, afirma.

Poletto observa que o aumento de área se deve ao preço do trigo, que está favorável neste ano, sendo comercializado a R$ 55 a saca. “O custo de produção está estimado em 44 sacas conforme a Embrapa, com um valor de R$ 55 daria em torno de R$ 2400 por hectare”, diz.

Ele observa que a produtividade média da região, no ano passado, que foi um ano bom, foi de 55 sacos por hectare. “Muitos produtores estão utilizando boa tecnologia na cultura e estão conseguindo uma média de 70 sacos por hectare”, comenta.  

Conforme o agrônomo, o município de Sertão se destaca na região nas culturas de inverno, já que planta mais de 5 mil hectares de trigo, 2 mil hectares de cevada e 5 mil hectares de aveia.

Cevada

A área de cevada está se mantendo, sendo cerca de 9200 hectares plantados da cultura na região, e se encontra também em desenvolvimento vegetativo. “O preço também está bom com contratos acima de R$ 60 por saca”, diz.

Aveia

De acordo com Poletto, a aveia também teve um incremento muito bom de área, principalmente, a aveia branca com o plantio de 9900 hectares, representando um aumento de 21% de área plantada. A aveia preta tem cerca de 20 mil hectares plantados, com um aumento de área de 31% em relação à safra passada.

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