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Erechim

Água e esgoto: mais de duas décadas de espera! Está na boca do forno. Será que vai?

Em 102 anos de emancipação, Erechim não tem um metro de esgoto tratado, sendo lançado nos rios
A transposição do Rio Cravo foi uma obra que deu sobrevida a Erechim, mas outras soluções têm que se
Por Rodrigo Finardi
Foto Igor Dalla Rosa Müller e Jean P.H. Maidana

Está na boca do forno, o edital de tratamento de água e esgoto de Erechim, para uma concessão de 30 anos, após a realização da audiência pública na última semana. De acordo com o secretário de Obras Públicas, Vinícius Anziliero, a ata da audiência foi encaminhada para São Paulo, na empresa que elaborou o edital, para fazer a consolidação final, com alterações: “já encaminhei ao setor de compras, o pedido de relançamento do certame e assim que retornar da empresa responsável, faremos a conferência final e será reaberto”. No final da tarde de ontem, o edital retornou para a prefeitura. 

Último contrato é de 1998

O último contrato foi feito em 1998, no primeiro mandato do prefeito Luiz Schmidt, com duração de 10 anos com a Corsan. Em 2008, o prefeito era Eloi Zanella. E como dizia no contrato, um ano antes o município tinha que se pronunciar sobre se queria continuar com os serviços.

Em 2007 prefeitura não renovou

O prefeito então da época, disse não em carta enviada a Corsan em 2007. Quando 2008 chegou e terminou o contrato, e pela sua complexidade e se tratar de um ano eleitoral, Zanella preferiu deixar para o próximo prefeito eleito resolver a questão da água e esgoto, e Erechim já vinha de uma estiagem e racionamento em 2005.

Contrato nulo e fundo compartilhado em 2016

Ganhou as eleições Paulo Polis, que passou por mais racionamentos e a forte pressão popular. Lançou edital e a Corsan seguiu com o serviço até a Justiça considerar nulo o certame e foi relançado ainda em seu governo em 2016, último ano do segundo mandato e no último mês (dezembro de 2016), a Corsan havia utilizado os recursos de um fundo compartilhado e precisou ingressar na Justiça para reaver esses valores, que deveria ser usado em Erechim.

2020, ajustes e relançamento

Luiz Schmidt venceu as eleições e também sentiu pressão dos movimentos sociais, para que a Corsan permanecesse com os serviços. Relançou o edital, mas o Tribunal de Contas suspendeu por pedido da própria companhia e várias alterações ocorreram, até chegar esse momento em 2020.

Quantos ano para frente? Novos capítulos?

Será que teremos novos capítulos? O edital irá até o fim? A pressão voltará? Nos próximos meses, ou até mesmo alguns dias, poderemos ter essa resposta. Independente do final, o caminho foi longo. E essa demora, se reflete principalmente no tratamento de esgoto, em que Erechim não tem um metro tratado nesses mais de 102 anos de emancipação. Mais de duas décadas de espera, para um regramento que não seja leonino, com obrigações às claras e cláusulas punitivas, caso a empresa, seja a Corsan ou não, não cumpra na íntegra, o que está escrito no edital.

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